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29/07/2012

ADOÇÃO: UM ATO DE AMOR

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ADOÇÃO A LUZ DO ESPIRITISMO

O espiritismo é muito claro quanto à questão da adoção de filhos: é um ato de amor incondicional.

"O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito" (Evangelho Segundo o Espiritismo - Kardec, A.)
Somos todos adotados, pois que ninguém é propriedade de ninguém. Nosso filho de hoje poderá ser nosso pai amanhã, assim estabelece a lei da Reencarnação.

Um dos medos mais comuns das famílias adotantes é de que o filho adotivo venha a se tornar revoltado, porque já teve a rejeição materna.

Ora, um filho biológico pode ser um espírito que reencarnou para resgate naquela família, causando-lhe muitos problemas; ao passo que o filho adotivo, poderá ser um espírito afim, que vem para trazer felicidade. Ou vice-versa.

Desta forma, ter um filho adotivo ou biológico sempre será para a família um meio de ressarcir débitos pretéritos, direta ou indiretamente, e sejam esses débitos dela (família) ou dele (filho).
Adotar um filho, um amigo, um pai, uma mãe devem ser tarefas diárias para quem quer conquistar a sua própria evolução espiritual. Mas a adoção deve ser de coração, pois esse é laço indestrutível, permanente.

Nossos filhos não são nossos filhos, são antes, irmãos.
Os corpos que têm, são filhos dos nossos corpos, nada mais.
Os chamados filhos adotivos são os filhos do coração; estão unidos a nós por indestrutíveis laços espirituais.

Lições de Sabedoria - Marlene Nobre-http://www.forumespirita.net

OS PEQUENOS DA RUA

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Nesse pequeno que passa, roto e sujo, pela rua, caminha o futuro. É a criança filha de ninguém, o garoto sem nome além de menino de rua.
Passa o dia entre as avenidas da cidade, as praças e por vezes nos amedronta, quando se aproxima.
Ele não vai à escola e todas as horas observa que se esgotam os momentos da sua infância.
Você atende os seus filhos, tendo para eles todos os cuidados.
Esmera-se em lhes preparar um futuro, selecionando escola, currículo, professores, cursos.
Acompanha, preocupado, os apontamentos dos mestres e insiste para que eles estudem, preparando-se profissionalmente para enfrentar o mercado de trabalho.
Você auxilia os seus filhos na escolha da profissão, buscando orientá-los e esclarecê-los, dentro das tendências que apresentam.
Você se mantém zeloso no que diz respeito à violência que seus
filhos podem vir a sofrer, providenciando transporte seguro, acompanhantes, orientações.
São seus filhos. Seus tesouros.
Enquanto seus filhos crescem em intelecto e moralidade, aqueloutros, os meninos de rua prosseguem na aprendizagem das ruas, maltratados e carentes.
À semelhança dos seus filhos, eles crescerão, compondo a sociedade do amanhã. A menos que pereçam antes, vítimas da fome, das doenças e do descaso.
Cruzarão seus dias com o de seus rebentos e, por não terem recebido o verniz da educação, as lições da moral e o tesouro do ensino, poderão ser seus agressores, procurando tirar pela força o que acreditam ser seu por direito.
Você se esmera na educação dos seus e acredita ser o suficiente para melhorar o panorama do mundo.
No entanto, não basta. É imprescindível que nos preocupemos com esses outros meninos, rotos e mal cheirosos que enchem as ruas de tristeza.
Com essas crianças que têm apagada, em pleno vigor, sua infância,
abafada por trabalhos exaustivos, além de suas forças.          Crianças com chupeta na boca utilizando martelos para quebrar pedras, acocorados por horas, em incômoda posição.
Crianças que deveriam estar nos bancos da escola, nos parques de diversão e que se encontram obrigados a rudes tarefas, por horas sem fim que se somam e eternizam em dias.
Poderiam ser os nossos filhos a lhes tomar o lugar, se a morte nos tivesse arrebatado a vida física e não houvesse quem os abrigasse.
Filhos de Deus, aguardam de nós amparo e proteção. Poderão se tornar homens de bem, tanto quanto desejamos que os nossos filhos se tornem. Poderão ser homens e mulheres produtivos e dignos, ofertando à sociedade o que de melhor possuem, se receberem orientação.
Por hora são simplesmente crianças. Amanhã, serão os homens bons ou maus, educados ou agressivos, destruidores ou mensageiros da paz, da harmonia, do bem.
Você sabia?
Que é dever de todos nós amparar o coração infantil, em todas as direções?
E que orientar a infância, colaborando na recuperação de crianças desajustadas, é medida salutar para a edificação do futuro melhor?
Sem boa semente, não há boa colheita.

Enfim: educar os pequeninos é sublimar a humanidade.
Redação do Momento Espírita

23/07/2012

COMO VIVER BEM e TER TRANQUILIDADE

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Tranquilidade

1. Comece o dia na luz da Oração.

O amor de Deus nunca falha.

2. Aceite qualquer dificuldade sem discutir.

Hoje é o tempo de fazer o melhor.

3. Trabalhe com alegria.

O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço, é um cadáver que pensa.

4. Faça o bem o quanto possa.

Cada criatura transita entre as próprias criações.

5. Valorize os minutos.

Tudo volta, com exceção da hora perdida.

6. Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.

Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.

7. Estime a simplicidade.

O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte.

8. Perdoe sem condições.

Irritar-se é o melhor processo de perder.

9. Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa.

Experimente atender os familiares como você trata as visitas.

10. Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo.

Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo, solitário e

vencido, era a causa de Deus.

Espírito: ANDRÉ LUIZ
Médium: Francisco Cândido Xavier

20/07/2012

Provações abençoadas

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Excluindo-se as expiações pungitivas e indispensáveis ao reequilíbrio espiritual, as provações constituem abençoado elenco de experiências iluminativas, graças às quais é possível uma existência digna, avançando no rumo da felicidade.

Normalmente, durante o seu transcurso ocorrem fenômenos de dor e de sombra ajustados ao programa de recuperação moral do ser equivocado ou rebelde.

A dor sempre acerca-se-lhe benfazeja e opera-lhe as transformações interiores que o capacitam a melhor discernir para agir entre o bem e o mal, o correto e o danoso, amadurecendo-o psicologicamente para novos e oportunos empreendimentos libertadores.

O curso existencial é rico de alegrias e de descobrimentos dos tesouros da vida, que proporcionam beleza e motivações múltiplas para os contínuos tentames.

Vez que outra apresentam-se as provações que podem ser consideradas com testes de avaliação do desenvolvimento intelecto-moral, como técnica pedagógica para fixar a aprendizagem, como recurso de promoção para estágio superior.

Bem recebidos esses contributos da evolução, o Espírito enrijece-se nas lutas, adquirindo resistência para os enfrentamentos com as tendências inferiores que periodicamente ressumam do inconsciente, herança poderosa que são do passado, e que necessitam ser liberadas sem qualquer prejuízo.

O hábito, porém, do bem-estar e o natural anelo pelo prazer, assinalam esses momentos de aflição de maneira tão profunda, que passam a ser evocados com maior facilidade do que todo aquele arsenal de alegrias e preciosas conquistas.

Muitos indivíduos desassisados vivem a remoer mentalmente os acontecimentos afligentes, a comentá-los com tanta frequência que dão a impressão de haver sido a sua caminhada uma via crucis sem trégua.

Detêm-se em relatórios amargos dos momentos difíceis, como se fossem anjos perseguidos em sua imácula pureza, num atestado de rebeldia e ingratidão para com o Pai Soberano que os favoreceu com preciosos recursos capazes de anular aqueles pequenos incidentes, aliás, necessários ao processo de autoidentificação e de vinculação de segurança com a Vida.

São tantas as concessões de paz e de saúde, de inteligência e de arte, de pensamento e de trabalho, de convivência agradável com as demais pessoas, que praticamente desaparecem as ocorrências que foram penosas enquanto duraram, deixando benefícios incalculáveis.

Essa postura raia, às vezes, à condição patológica de masoquismo, em face do prazer mórbido de privilegiá-las em detrimento das ocorrências felizes e favorecedoras de alegria.

Esse, sem dúvida, é um comportamento injustificável quando se trata de um cristão em particular ou de um espiritista em especial, por conhecerem ambos as razões morais que desencadeiam tais acontecimentos.

Uma atitude lúcida deve oferecer ao indivíduo o sentimento de gratidão pela ocorrência do sofrimento, chegando até mesmo a amá-lo, em razão dos benefícios que proporciona.

* * *

A admirável senhora Helen Keler, embora cega, surda e muda, viveu em constante alegria, tomando-se uma semeadora de esperança e de bom humor para milhões de outros seres atormentados nas suas expiações retificadoras, havendo dedicado a existência a encorajar o próximo através de memoráveis discursos e livros formosos.

Louis Braille, igualmente padecendo de cegueira, transformou os seus limites em bênção para os companheiros invidentes, criando o alfabeto para o tato, de resultados surpreendentes, que hoje lhe guarda o nome.

Beethoven, em surdez total, utilizou-se do silêncio profundo para compor as últimas sinfonias da sua existência e, particularmente, a 9ª, a coral, considerada como um verdadeiro coroamento da sua obra.

Vicente Van Gogh atormentado pela esquizofrenia, cuja existência foi um fracasso, conseguiu, no entanto, pintar com esmero e realismo, refletindo o seu estado interior. . .

O Aleijadinho, apesar da injunção perversa da hanseníase, transformou pedras em estátuas deslumbrantes, pintando com maestria e tomando-se um artista incomum.. .

Apesar da tuberculose que o consumia, Louis Pasteur prosseguiu nas suas investigações em tomo dos micróbios, oferecendo incalculáveis benefícios à saúde da humanidade. . .

Ninguém atravessa os caminhos humanos isento dos sofrimentos que fazem parte da própria constituição orgânica em face do desgaste a que está sujeita, dos conflitos psicológicos, resultados das vivências passadas, das contaminações que produzem enfermidades, das injunções defluentes da vida na Terra, planeta de provas e de expiações e não paraíso por enquanto. . .

Mulheres e homens valorosos que foram enviados à Terra com limitações e impedimentos quase superlativos, demonstraram a grandeza de que eram portadores, transformando a existência em um hino de alegria, tomando-se missionários do amor e da ciência, da tecnologia, da arte, da fé religiosa, estimulando o progresso e trabalhando em seu beneficio.

Possuidor de mil recursos preciosos, o indivíduo não tem porque queixar-se das dificuldades que o promovem quando enfrentadas com sabedoria e superadas, dando-lhe dignidade e elevação moral.

As provações devem ser abençoadas por aqueles que as experimentam, porque nada acontece que não tenha razões poderosas para a sua ocorrência, e, naquilo que se refere ao sofrimento, é claro que tem ele o papel de educador rigoroso, porém, gentil, indispensável ao crescimento espiritual dos seres humanos.

* * *

Reflexiona, quando nas tuas dores, as ocorrências da vida de Jesus, e compreenderás que Ele, sem culpa, lição viva de amor e de abnegação, experimentou agressões e escárnio, apedrejamento e coroa de espinhos, calúnias e perseguições, culminando na cruz da desonra, sem qualquer reclamação. . .

Naturalmente que Ele não padeceu enfermidades, conflitos e ansiedades porque era puro, jamais havendo-se comprometido com o erro e com o crime, o que é diferente dos habitantes do planeta terrestre que procedem das sombras da ignorância e do primarismo, avançando no rumo da luz imarcescível.

Abençoa, pois, as tuas provações, e sê feliz em todos os momentos da tua vida.

Joanna de Ângelis

Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco,

10/07/2012

ESTRESSE E ESPIRITUALIDADE

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Na verdade, o ser humano vive em estado de estresse permanente, bombardeado por fatores estressantes diversos - físicos, psico-emocionais, e espirituais - que lhe exigem constante adaptação ao mundo que o cerca.
Os fatores estressantes emocionais tanto podem ser tristes, como a morte de um ente querido, o desemprego, quanto felizes, como o sucesso do atleta ou as alegrias do reencontro - todos desencadeiam, do mesmo modo, os mecanismos e as conseqüências do estresse. O mesmo acontece em relação aos abalos nervosos, como no estado de cólera, medo, etc., assim como frente aos fenômenos físicos nocivos -frio, calor, fadiga, agentes tóxicos ou infecciosos, jejum, exercícios físicos exagerados, etc.
Na verdade, o estresse é a resposta não específica que o corpo dá a toda demanda que lhe é feita. Ele corresponde à interação entre uma força e a resistência do organismo a esta força. É o complexo agressão-reação.

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Se a agressão é ocasionada por uma grande diversidade de fatores, a reação comporta uma parte idêntica, comum a todos os indivíduos, e uma parte própria de cada um, denominada "coping" ou aspecto específico da reação não específica.
A medicina hoje considera a doença como sendo a resultante da agressão mais a reação não específica, mais reação específica. Isto pode ser resumido em estresse mais coping. Desse modo, considera-se a originalidade própria das reações específicas ao agente estressor, superpostas às reações não específicas do estresse, criando a diversidade dos aspectos clínicos.
Em 1936, Hans Selye, descobridor do estresse, publicou os seus primeiros trabalhos sobre o assunto. Em 1950, descreveu a Síndrome Geral de Adaptação - Reação de Alarme, estágio de Resistência e de Exaustão - com seus aspectos bioquímicos e endócrinos, mostrando qual a reação não específica do organismo às agressões do mundo exterior. Para ele, a intensidade da demanda, a duração e a repetição determinam a resposta. E condiciona o bom ou o mau estresse à eficiência ou não da fase de adaptação. Para Selye, todo indivíduo tem um capital de energia biológica diferente e pode consumir suas reservas conforme tenha maus estresses.
Na reação de alarme, a primeira resposta do organismo ao estresse, entra em ação o sistema hipotálamo-simpático-adrenérgico que prepara o organismo para a luta ou fuga. Entram em jogo a adrenalina e a noradrenalina, com isso, há muita produção de glicogênio, taquicardia, respiração acelerada, concentração do sangue nos vasos principais e nos músculos estriados, inibição dos sistemas digestivo, sexual e imunológico.
Depois disso, outro sistema vai entrar em jogo, o hipotálamo - hipófiso-suprarrenal com produção de ACTH e corticóides.
Esses sistemas entram em funcionamento na fase de reação e o organismo pode sofrer esgotamento ou entrar na fase de exaustão, tendo como resultado final doença e morte. São inúmeras as doenças de adaptação, entre elas, hipertensão, úlcera, hemorróidas, ataques cardíacos, acidente vascular cerebral, diabetes, enxaqueca, etc.
Hoje, como avanço dos estudos, considera-se o sistema limbo-hipotálamo-hipófiso-suprarrenaliano (LHHS). Através do hipotálamo na zona parvocelular mediana do núcleo paraventricular (NPV), são liberados o CRF, o Fator de liberação corticotrófico (Corticotrophin Releasing Factor) e a Argenina Vasopressina (AVP) - que determinam a liberação de ACTH pela hipófise e esta o cortisol pela suprarrenal.
Com vemos, o estresse está ligado ao centro das emoções no hipotálamo, assim é importante o estudo de fatores como o medo, a raiva, etc, nos seus mecanismos e reações. Assim, quando o indivíduo sente raiva, por exemplo, é como se ele estivesse diante de um predador, de um perigo iminente e isto desencadeia a reação.
Como vimos, cada indivíduo tem uma reação específica frente ao estresse. Ele coloca suas estratégias de ajuste cognitivas e comportamentais, o "coping", para fazer face aos agentes estressores.
As pesquisas têm demonstrado que doenças como depressão estão absolutamente ligadas ao estresse. Investigação ampla, realizada em 52 países, da qual participou o dr. Alvaro Avezum, do Brasil, acerca dos fatores de risco da doença cardíaca, demonstrou que os psico-sociais entram em mais de 30% dos casos.
O estresse é o campo da medicina que reunifica corpo e alma. O seu estudo está, portanto, intimamente ligado à espiritualidade.
Segundo as lições espirituais dadas em 1947, no livro No Mundo Maior, o nosso cérebro tem três áreas distintas: a inicial, onde habita o automatismo e que está no plano subconsciente, a do córtex motor que engloba as conquistas do hoje e está na área do consciente e a dos lobos frontais que representam o ideal e a meta superiores e estão vinculados ao superconsciente. Esta classificação encontra respaldo no livro de Paul Maclean, de 1968, The Triune Brain in Evolution, que nos fala acerca dessas três regiões, afirmando que vemos o mundo através de três cérebros distintos.
Aprendemos também com os Instrutores Espirituais que somos seres em evolução. Quanto mais perto nos encontramos da animalidade mais agimos com instintos e sensações. Com o passar do tempo, e a evolução espiritual conseqüente, passamos a ter sentimentos, sendo o amor, o mais sublimado deles.
Se estamos escravizados aos instintos, a maneira pela qual fazemos face aos fatores estressantes é muito primitiva e resulta quase sempre em um mau estresse.
Aprendemos também que é preciso humildade para vencer a animalidade inferior. Infelizmente, porém, em nossas relações em sociedade e no lar estamos muito longe desse sentimento sublime que está intimamente ligado ao amor.
Assim, a fé é importante porque abre as portas do coração para sentir e viver o amor divino em nossas vidas. Através da oração, da meditação, da compreensão do valor da dor, temos a possibilidade de conhecermo-nos a nós mesmos e a reagirmos de forma mais equilibrada às tensões da existência humana. Compreendemos, igualmente, que é preciso treino para o perdão e para eliminação da raiva, da inveja, da mágoa e de outros sentimentos negativos.

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A nossa busca da paz para viver no lar, no ambiente de trabalho, dentro da sociedade tem de ser centralizada em Jesus, o Médico da Almas, que afirmou ter a paz verdadeira para nos oferecer. Chico Xavier disse com muita sabedoria: "A paz em nós não resulta de circunstâncias externas e sim da nossa tranqüilidade de consciência no dever cumprido." Para vencer positivamente o estresse é preciso guardar a paz, tê-la como patrimônio. E esta pacificação interior que é responsável pelo sucesso do "Coping", só será uma conquista definitiva quando houver harmonia entre os três cérebros. Para isso, no entanto, é imprescindível não esquecer que é preciso fé em Deus e obediência às Suas Leis

Dra. Marlene Nobre, Presidente da Associação Médico Espírita do Brasil e Internacional

09/07/2012

LIBERTE-SE DE SEU PASSADO

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Para que você se liberte de seu passado, é preciso que tome consciência de que ninguém na Terra está seguro de nada, e que todos

temos limitações. Seu passado não deve ser seu entrave. Considere que seus equívocos, assim como os limites que a vida o impôs, são motivos para que você cresça em busca de felicidade.

As pessoas que porventura o tenham magoado, devem ser colocadas à conta de auxiliares do seu processo de crescimento e de busca de felicidade. Elas, em si, não representam ameaça nem são culpadas. São, ou foram, apenas instrumentos úteis para que você se conhecesse mais. O que elas fizeram ou fazem a você, e que o incomoda, deve ser analisado como algo que o permite conectar-se ao que internamente ainda não está resolvido. Com elas, você não pode perder a oportunidade de descobrir seu mundo inconsciente, identificando os conteúdos que favorecem a ocorrência de situações de sofrimento a fim de solucioná-las.

Não deixe que o ódio ou a mágoa o impeça de ser feliz.

Esses dois são poderosos empecilhos ao amor e à paz. A felicidade passa pelo coração sem mágoas. Lembre-se de que tudo aquilo que você debita ao outro como culpa pelo seu sofrimento aponta para algo em você que ainda não se resolveu.

Quando a angústia atingi-lo, trazendo-lhe tristeza e melancolia, é preciso se lembrar do significado que ela representa. É necessário perceber que, a angústia que muitas vezes nos acomete a alma, advém da saudade de algo indefinido. Essa saudade que se transforma em angústia é a falta de confiança acrescida da incerteza quanto ao próprio futuro. Sentimos saudade de algo ou alguém que não sabemos onde, quando ou se ao menos vamos um dia encontrar.

Sentir saudade, chorar por alguém que não podemos sentir próximo, nos torna seres emocionalmente vinculados ao coração da pessoa querida. Isso, sem o desespero ou a posse, faz bem à alma. É bom sentir saudade e se lembrar de pessoas que fizeram parte de nosso passado e que estejam momentaneamente longe de nós. Pelas portas do coração não existem distâncias. No fio da saudade passa a energia do amor que conecta corações que se amam. Porém, não permaneça muito tempo na energia da saudade.

Ela pode viciar e levá-lo a ficar preso ao passado. Com a energia da saudade faça uma oração em favor da pessoa com quem você fez a conexão emocional.

Para se libertar do passado é preciso ter consciência de que ele não deve necessariamente ser esquecido, mas ressignificado. Não tente esquecê-lo, mas lembrar dele como uma experiência que se teve; seja ela boa ou ruim. Quando boa, deve ser lembrada com alegria. Quando ruim, deve ser lembrada como aquela que o ensinou algo.

Não se culpe pelo que fez no passado ou pelo que faz no presente. Se fez, está feito. Se ainda faz, não faça mais e assuma as consequências por isso. Lembre-se de que os erros cometidos são lições aprendidas.

O passado culposo e que se deseja esquecer representa o campo da experiência que se viveu, porém, não é a mancha eterna que nos macula a alma. A mácula em nós é a ignorância de acreditar que não temos direito à felicidade. Não há futuro sem passado e todo passado está revestido de ignorância. Não há quem não tenha vivido experiências equivocadas. Na Terra, ninguém esteve, ou está, livre de viver experiências consideradas transgressões à ordem vigente. Transgressões ou não, temos que aprender a vivê-las conscientemente.

Olhando para nosso passado temos, hoje, a clareza de ver que erramos, porém, na época agimos como sabíamos ou tínhamos condições. No futuro, avaliaremos o que fazemos hoje e poderemos também perceber os equívocos ou o que poderia ter

sido evitado. Arrepender-se do que se viveu é inevitável, mas o arrependimento só surge mediante a ampliação da consciência e da capacidade de amar.

Muitas coisas que nos serviram ontem não nos servem hoje e isso evidencia que hoje somos melhores do que ontem. A culpa impede que percebamos o movimento da vida com liberdade e com o sentimento de realização íntima.

Nossa ignorância nos leva a criar juízes implacáveis na consciência que, de fato, não existem. Eles são frutos da educação, da cultura e de nossa ignorância quanto a nós mesmos. Precisamos colocar na consciência um Criador amoroso e benévolo, compreensivo e paciente, para que não nos punamos por tão pouco.

Tais juízes não são maus em si, mas se transformam por conta de nossa facilidade em dar-lhes o poder de nos comandar.

Não vivemos sem eles, mas, lhes atribuímos um caráter absoluto.

Muitas vezes, nos sentimos culpados por não alcançar certos desejos, acreditando que somos incapazes. Quando, por exemplo, um casamento não dá certo, por fatores múltiplos, é comum um dos cônjuges se perguntar onde foi que errou e lamentar a perda.

O equívoco pode pertencer a qualquer deles, porém, os fatores que levaram à separação física ou emocional estão influenciados por valores pessoais e sociais. Um fracasso não deve representar a perda da própria motivação de viver.

Ele representa uma deficiência na estratégia utilizada para alcançar a felicidade.

Na próxima experiência naquele campo em que se fracassou deverá ser utilizada outra estratégia. Pense também que você precisa modificar seu desejo. Ele poderá estar levando-o exatamente para o lado contrário de sua própria busca interior.

O tipo de desejo e a forma de alcançá-lo nem sempre estão conectados adequadamente.

Lembre-se de que você deve retirar de cada experiência algo de útil e bom para si próprio. Tudo que lhe acontece é um caminho trilhado que poderá ser repetido ou não, a depender de sua vontade. As situações adversas a enfrentar devem ser vividas em seu momento e não de forma antecipada. Quando isso ocorre, gera ansiedade a qual promove infelicidade. Se você sabe que vai vivê-la, prepare-se para fazê-lo com equilíbrio e de forma a extrair dela o melhor possível.

Nunca se esqueça de que somos filhos do Altíssimo e dele recebemos o bom estigma de alcançar a felicidade. Ela deveria estar em nosso presente e será nosso futuro. Em sua trajetória, deseje o próprio bem pessoal tanto quanto o de qualquer pessoa com quem se encontre. Faça o bem quando você puder, a qualquer pessoa que surja em seu caminho. Não olhe para o passado a ponto de se deter nele. Fixe o presente e o futuro.

Do Livro - FELICIDADE SEM CULPA 2ª edição

Autor - Adenáuer Novaes

05/07/2012

ALMAS-PROBLEMA

almas

A pessoa problema que renteia contigo, no processo evolutivo, não te é desconhecida...

O filhinho dificuldade que te exige doação integral, não se encontra ao teu lado por primeira vez.

O anciãorenitente que te parece um pesadelo contínuo, exaurindo-te as forças, não é encontro fortuito na tua marcha...

O familiar de qualquer vinculação que te constitui provação, não é resultado do acaso que te leva a desfrutar da convivência dolorosa.

Todos eles provêm do teu passado espiritual.

Eles caíram, sim, e ainda se ressentem do tombo moral, estando, hoje, a resgatar injunção penosa. Mas tu também.

Quando alguém cai, sempre há fatores preponderantes e outros predisponentes, que induzem e levam ao abismo.

Normalmente, oculto, o causador do infortúnio permanece desconhecido do mundo. Não, porém, da consciência, nem das Soberanas Leis.

Renascem em circunstâncias e tempos diferentes, todavia, volvem a encontrar-se, seja na consanguinidade, através da parentela corporal, ou mediante a espiritual, na grande família humana, tornando o caminho das reparações e compensações indispensáveis.

*

Não te rebeles contra o impositivo da dor, seja como se te apresente.

Aqui, é o companheiro que se transforma em áspero adversário; ali, é o filhinho rebelde, ora portador de enfermidade desgastante; acolá, é o familiar vitimado pela arteriosclerose tormentosa; mais adiante, é alguém dominado pela loucura, e que chegam à economia da tua vida depauperando os teus cofres de recursos

múltiplos.

Surgem momentos em que desejas que eles partam da Terra, a fim de que repouses...

Horas soam em que um sentimentos de surda animosidade contra eles te cicia o anelo de ver-te libertado...

Ledo engano!

Só há liberdade real, quando se resgata o débito.

Distância física não constitui impedimento psíquico.

Ausência material não expressa impossibilidade de intercâmbio.

O Espírito é a vida, e enquanto o amor não lene as dores e não lima as arestas das dificuldades, o problema prossegue inalterado.

*

Arrima-te ao amor e sofre com paciência.

Suporta a alma-problema que se junge a ti e não depereças nos ideais de amparar e prosseguir.

Ama, socorrendo.

Dia nascerá, luminoso, em que, superadas as sombras que impedem a clara visão da vida, compreenderás a grandeza

do teu gesto e a felicidade da tua afeição a todos.

O problema toma a dimensão que lhe proporcionas.

Mas o amor, que “cobre a multidão dos pecados” voltado para o bem, resolve todos os problemas e dificuldades, fazendo que vibre, duradoura, a paz por que te afadigas.

(De “Alerta”, de Divaldo P. Franco, pelo espírito Joanna de Ângelis)

01/07/2012

HOMOSSEXUALIDADE COMO EXPRESSÃO DA DIVERSIDADE HUMANA. NORMAL OU ANORMAL?

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O Espírito, expressão da Chama Divina, em sua jornada evolutiva, manifesta-se de diferentes formas visando aprender e ascender espi-ritualmente. Seu corpo espiritual, ou perispírito, veículo de manifes-tação na dimensão de origem, o permite-lhe relacionar-se de dife-rentes formas dada sua plasticida-de e suscetibilidade ao pensamen-to. Quando envolvido pelo corpo físico, o Espírito experimenta limi-tações em função da rigidez cro-mossômica que lhe caracteriza a formação. Em face disso, a vivência de sua sexualidade encontra obstáculos para que se manifeste plenamente. A sexualidade huma-na é a dimensão que capacitou o espírito a constituir sua afetivida-de. Sem ela, não conseguiria o Espírito experimentar as demons-trações de carinho e amor de que tem sido capaz nas suas suas relações com o outro:


A homossexualidade, forma diferenciada de viver a dimensão afetiva, estudada por muitos cien-tistas com distintas opiniões, teve sua saída do rol dos transtor-nos mentais desde o sé-culo passado, pondo fim às oficiais rejei-ções homofó-bicas precon-ceituosas. O Espírito é livre para manifestar sua dimen-são afetiva, sexual e amorosa como lhe apraz, sendo uma questão de foro íntimo como a vive, respeitando o direito do outro com quem pretenda estabelecer relações. Evocar causas genéticas, sociais ou cármicas é, de fato, ainda não entender a natureza íntima do Espírito.
Rotular a homossexualidade como anormal ou considerá-la uma perversão ainda é parte do precon-ceito movido pela ignorância e pela não aceitação da própria bissexuali-dade psíquica, inerente a todo ser humano. A Doutrina Espírita, em seus princípios fundamentais, decla-ra a neutralidade do Espírito quando afirma que os mesmos espíritos habitam corpos masculinos e femi-ninos. O corpo físico, com sua ana-tomia e seu funcionamento, é in-competente e ineficiente para mani-festar a diversidade sexual que pulsana intimidade da alma, tampouco é capaz de conter a ânsia que domina o Espírito em ser ele mesmo. A evolução deverá permi-tir, pelas diferentes formas de relações humanas que estão sur-gindo, que haja livre manifestação da sexualidade humana sem que se precise criar casuísmos nem eliciar preconceitos retrógrados. O amor deve ser o elemento princi-pal de nossa percepção a respeito do comportamento de alguém.
Adenáuer Novaes
Psicólogo Clínico

Q.367 - Unindo-se ao corpo, o Espírito se identifica com a matéria?
“A matéria é apenas o envoltório do Espírito, como o vestuário o é do corpo. Unindo-se a este, o Espírito conserva os atributos da natureza espiritual.”
Q.200 - Tem sexo os Espíritos?
“Não como o entendeis, pois que os sexos dependem da organiza-ção. Há entre eles amor e simpa-tia, mas baseados na concordância dos sentimentos.”
Q.201 - Em nova existência, pode o Espírito que animou o corpo de um homem animar o de uma mulher e vice-versa?
“Decerto; são os mesmos os Espí-ritos que animam os homens e as

mulheres.”
Q.202 – Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?
“Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.”
O Livro dos Espíritos (79ª edição -Feb)
Allan Kardec

HOMOSEXUALIDADE SOB A ÓTICA DO ESPÍRITO IMORTAL

1. Qual a visão espírita sobre a homossexualidade? É ou não uma doença à luz do Espírito imortal?
A homossexualidade, segundo a ciência, é uma orientação afetivo-sexual normal.
Não há uma visão que seja con-senso sobre o assunto no movimentoespírita, mas há excelentes textos dos espíritos André Luiz e Emmanuel nos direcionando o pensamento e a reflexão para o respeito, acolhimento e a inclusão da pessoa homossexual, entendendo a homossexualidade como uma condição evolutiva natural (e o termo “natural” como sinônimo de “presente na natureza”) decor-rente de múltiplos fatores, sempre individuais para cada espírito. Essa condição, quando exclusiva ou pre-dominante na vida do espírito, é construída ou escolhida em função de tarefas específicas ou provas re-dentoras, incluindo aí
as condições expiatórias e reeducativas devidas a abusos afetivo-sexuais no passado, que parecem ser a causa deter-minante da maior parte das con-dições homossexuais, segundo a literatura espírita.
Emmanuel esclarece, em Vida e Sexo (psicografia de Chico Xavier), que o espírito é portador da bissexu-alidade psíquica, em função de ser assexuado em sua natureza e viven-ciar as duas polaridades, de forma alternada, ao longo das múltiplas vivências encarnatórias. A atração sexual e afetiva da experiência pre-sente é o resultado de uma intera-ção de fatores biológicos e psicológi-cos que varia enormemente de indi-víduo para indivíduo, tanto na en-carnação quanto nas suas fases.

Desta forma, encontraremos indiví-duos vivenciando experiência ho-mossexual, sem ser essa a identida-de predominante, caracterizando uma série de vivências que necessi-tam de individualização para serem compreendidas à luz da reencarna-ção, sem que haja uma receita de bolo para essas múltiplas circuns-tâncias desafiadoras dos valores sociais, religiosos e até mesmo cien-tíficos. Explico isso com detalhes na obra Homossexualidade sob a ótica do espírito imortal.
2. Qual a diferença entre orien-tação e escolha sexual?
A orientação sexual é definida pelo sexo pelo qual o ser se atrai. Pode ser heterossexual (sexos dife-rentes), homossexual (mesmo sexo) ou bissexual (os dois sexos). Há aqueles que defendem ainda que o ser pode ser assexual, ou seja, não se atrair por nenhum dos sexos. Escolha sexual é o que o indivíduo faz a partir do seu desejo, como se comporta na parceria afetiva-sexual. A homossexualidade, na maioria dos casos, é uma orientação e não escolha.
3. Em todos os ca-sos, o espírito já renasce homossexu-al? É possível rever-ter essa orientação?
Nem sempre. A orientação homossexu-al pode surgir ao longo da vida, devido a múl-tiplos fatores biológi-cos, emocionais e espi-rituais, como acontece com os diferentes tipos de desejo
heterossexual.
Não se conhecem métodos psicoterapêu-ticos eficazes para a
para a reversão do desejo sexual e nem há necessidade disso, já que a homos-sexualidade é uma variante normal do desejo sexual humano, segundo a psicologia. Só há necessidade de atenção e cuidado psicológico quan-do o indivíduo não se aceita como é (condição egodistônica) e precisa de auxílio para a autoaceitação e auto-amor ou quando o desejo for sinto-ma, como no caso de abusos sexu-ais na infância.
4. Existem casos de homossexu-alidade desenvolvida exclusiva-mente pela educação na infân-cia? Em caso afirmativo, é possí-vel reverter o processo?
Sim, a orientação sexual sofre influência decisiva do processo edu-cacional, como Freud e outros estu-diosos descreveram. O desejo sexu-al é originado, segundo a psicologia, dos movimentos reacionais inconsci-entes aos processos de amadureci-mento psicossexual. Nesta perspec-tiva, toda orientação, seja hetero ou homossexual, é uma escolha inconsciente.

5. Como devem se comportar os pais de um indivíduo que se descubra homossexual?
O acolhimento amoroso da família é fundamental para que o indivíduo homossexual possa se aceitar, se compreender, entendendo o papel dessa condição em sua vida atual, e para que se sinta digno e responsável perante suas escolhas.
A família é o núcleo em que se encontram corações compromissa-dos em projetos reencarnatórios comuns, com vínculos pessoais de cada um com o passado daqueles que com eles convivem, devendo ser cada membro dessa célula da sociedade um esteio para que o melhor do outro venha à tona, por meio da experiência amorosa.
Os pais de homossexuais pode-rão ler e compartilhar interessantes experiências de outros pais no site e nos livros de Edith Modesto:
http://www.gph.org.br.


6. O homossexual não consegue de forma alguma ter atração por pessoa do sexo oposto ou isso pode acontecer de forma natural?
O homossexual exclusivo só se atrai por alguém do mesmo sexo, já o bissexual se atrai pelos dois sexos. A bissexualidade se apresen-ta com porcentagens diferenciadas de desejo, assim uma pessoa bisse-xual pode ser homossexual predo-minante, ter vida e comportamento homossexual e mesmo assim ter atração minoritária
por alguém do sexo oposto. E vice-versa.

7. O homem homossexual se sente uma mulher? A mulher homossexual se sente um homem?
Não, o homossexual tem a identidade do próprio sexo, o que significa que se olha no espelho e se sente do seu sexo biológico, não se sente do sexo oposto nem deseja sê-lo. Isso não impede que as identificações se-jam com o mesmo sexo ou com o sexo oposto, fazendo com que o indi-víduo seja mais ou menos masculini-zado ou feminilizado.
8. Considerando a imortalidade da alma, como entender os relaciona-mentos homossexuais?
Como caminhos de crescimento espiritual, como qualquer relaciona-mento, desde que pautados no respei-to, na afetividade e na amorosidade. A postura na vivência da sexualidade, para homossexuais, deve ser a mes-ma aconselhada pelos espíritos a heterossexuais: dignidade, respeito a si mesmo e ao outro, valorização da família, da parceria afetiva profunda no casamento e dedicação da energia sexual criativa em benefício da comunidade em que está inserido.

9. Muitos consideram que a absti-nência é uma recomendação edu-cativa no caso de homossexualidade. Qual seu parecer?
Muitos poucos espíritos estão pron-tos para a abstinência sexual, que só é útil quando a serviço do benefício coletivo ou como medida disciplinar em casos de compulsão sexual.
O homossexual tem direito a uma vida afetiva e sexual plena, competin-do a cada um o reconhecimento do que lhe convém ou não, em termos de prática e conduta. Todos devem evitar os abusos, a promiscuidade, o comér-cio do corpo e a banalização da energia sexual, que é força sagrada destinada a alimentar o corpo e a alma de afetos e nutrição espiritual.
10. Por que e para que buscar o tratamento do vício em pornografia?

-Porque o vício da pornografia cultiva uma imagem deturpada do homem e da mulher, fazendo-os objetos de desejo, alimentando a violência interpessoal, abrindo as portas paraa obsessão espiritual e trazendo à tona conflitos e núcleos afetivos adoecidos complexos do passado espiritual, que colocam o ser em perturbação, fazendo-o desvalorizar os afetos e as relações atuais, as lutas reeducativas e o aprendizado da grandiosidade da energia e práti-ca sexual à luz do amor e da imorta-lidade da alma.
11. Fale sobre o HIV/aids numa visão médico-espírita.
Trata-se, em breves linhas, de uma condição de infecção ou doen-ça, que convida o ser à reeducação afetiva-sexual e ao cultivo da espiri-tualidade, atitudes que fortalecem o organismo e a imunidade física e espiritual. Há um capítulo sobre o tema na nossa obra.
Andrei Moreira
Médico

Jornal de Estudos Psicológicos - Ano V l N° 23 l Julho e Agosto 2012

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