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21/02/2011

ESTRÉIA EM 1° DE ABRIL O FILME AS MAES DE CHICO XAVIER

    Após o sucesso em 2010 dos filmes "Chico Xavier", do diretor Daniel Filho, com público recorde na estréia, levando cerca de 3,5 milhões de pessoas às salas de cinema, e "Nosso Lar", com 4 milhões de espectadores, o cinema transcendental programa mais um longa metragem abordando a história de vida do médium mineiro. Estreia no dia 1º de abril nos cinemas de todo o país o filme "As Mães de Chico Xavier", dos diretores Glauber Filho e Halder Gomes, uma produção da Estação Luz Filmes, com distribuição da Paris Filmes e apoio promocional da Globo Filmes e Telecine. O Filme traz em seu elenco nomes como Nelson Xavier, Caio Blat, Vanessa Gerbelli, Herson Capri, Via Negromonte e Tainá Muller, entre outros.
    “As Mães de Chico Xavier” é baseado em fatos reais e conta a história de três mães, vivendo momentos distintos de suas vidas e que vêem sua realidade se transformar repentinamente: Ruth (Via Negromonte), cujo filho jovem enfrenta problemas com drogas; Elisa (Vanessa Gerbelli), que tenta superar a ausência do marido em casa dedicando-se integralmente ao filho, o pequeno Theo (Gabriel Pontes); e Lara (Tainá Muller), uma professora que enfrenta o dilema de uma gravidez não planejada. Suas histórias se cruzam quando elas recebem conforto e reencontram a esperança de vida através do contato mantido com Chico Xavier.
    Na produção, Nelson Xavier revive o papel de Chico Xavier. Herson Capri interpreta Mário, marido de Ruth. Caio Blat vive um jornalista que quer investigar o médium. Neuza Borges é a cuidadosa governanta que convive com o casal Elisa e Guilherme (Joelson Medeiros).
    "Mães" foi filmado em película 35mm nos meses de abril e maio de 2010, com locações nas cidades de Guaramiranga, Pacatuba, e também em Fortaleza, no Ceará, tendo as filmagens sido concluídas em Pedro Leopoldo (MG), terra natal de Chico Xavier. O filme é inspirado no livro “Por Trás do Véu de Isis”, do jornalista e escritor Marcel Souto Maior, com roteiro original de Glauber Filho e Emmanuel Nogueira. Luis Eduardo Girão é o produtor e a produção executiva está a cargo de Sidney Girão e Leonardo Leal. A Estação Luz Filmes é responsável pela produção de “Bezerra de Menezes – O Diário de Um Espírito”, de 2008, surpreendente sucesso de público, com mais de 500 mil espectadores e que alavancou o gênero transcendental no Brasil, e também co-produtora dos longas “Chico Xavier”, “Área Q” e “O Filme dos Espíritos”.
    O longa metragem conta com apoio do BIC Banco, Servis Segurança, Ype, BBTVM, Coelce, Sabesp, Capemisa, Banco do Nordeste, Panavision, UltraLimpo, Ultra Ambiental, Movida, Agência da Boa Noticia, Unifor, Prefeitura de Pacatuba, Bio Agre, VIACG, DistriVideo e Usina 2. O filme teve incentivo da Secretaria de Cultura/Governo do Estado do Ceará e Ancine/Governo Federal. A co-produção é da Associação Estação da Luz, LightHouse, Atc Entretenimento. Os produtores associados são Gerson Sanginitto, Ric Halpern e Fabio Ribeiro.

Pré-estreias em todo o Brasil

Antes de sua estréia comercial, "As Mães de Chico Xavier" percorrerá um histórico calendário de 20 avant-premières,sendo 18 capitais brasileiras e mais as cidades de Uberaba e Pedro Leopoldo, ambas em Minas Gerais. Em paralelo, o filme participará de um Festival e uma Mostra. No dia 24 de março, o longa abrirá o I Festival de Cinema Transcendental, a ser realizado em Brasília (DF). Já no dia 31 de março, véspera da estréia em circuito nacional, o Filme encerra a Mostra de Cinema Transcendental, em Fortaleza.

as maes de chico 1

as maes de chico 2 

http://asmaesdechicoxavier.com.br / trailer do filme: http://mais.uol.com.br/

18/02/2011

O ESPELHO DA VIDA

Espelho da Vida

A mente é o espelho da vida em toda parte...
Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado ao ventre obscuro do solo, avança, com a orientação do lapidário, para a magnificência da luz.
Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina.
Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos ímpelidos a interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar.
Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrísolar e sublimar.
Em todos os domínios do Universo vibra, pois, a influência recíproca.
Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão.
O reflexo esboça a emotividade.
A emotividade plasma a idéia.
A idéia determina a atitude e a palavra que comandam as ações.
Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas ou alavancas libertadoras da existência.
Ninguém pode ultrapassar de improviso os recursos da própria mente, muito além do círculo de trabalho em que estagia; contudo, assinalamos, todos nós, os reflexos uns dos outros, dentro da nossa relativa capacidade de assimilação.
Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante.
Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos. Por elas, estacionamos sob a fascinação dos elementos que provisoriamente nos escravizam e, através delas, incorporamos o influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao progresso.
O reflexo mental mora no alicerce da vida.
Refletem-se as criaturas, reciprocamente, na Criação que reflete os objetivos do Criador.

Emmanuel
(Do livro "Pensamento e Vida", 1, FCXavier)

16/02/2011

ANJOS GUARDIÃES, ESPÍRITOS PROTETORES, FAMILIARES OU SIMPÁTICOS

mentor

Os Espíritos que se ligam a um indivíduo em particular para o proteger, é o que podemos chamar de irmão espiritual, o bom Espírito ou o bom gênio.(LE - 489)

Deve-se entender por anjo guardião, o Espírito protetor de uma ordem elevada.(LE - 490)

A missão do Espírito protetor é a de ser um pai sobre seus filhos: guiar seu protegido no bom caminho, ajudá-lo com seus conselhos, consolar suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida.(LE - 491)

O Espírito protetor liga-se ao indivíduo no seu nascimento e estará junto dele até a morte, e, freqüentemente, o segue depois da morte na vida espírita, e mesmo em várias existências corporais, porque essas existências são apenas fases bem curtas com relação à vida do Espírito.(LE - 492)

O Espírito protetor é obrigado a velar por nós porque aceitou essa tarefa, mas pode escolher os seres que lhe são simpáticos. Para alguns é um prazer, para outros uma missão ou um dever. Mas, isso não o impede também de ajudar outras criaturas, só que o faz menos exclusivamente.(LE - 493)

Freqüentemente, ocorre que o Espírito protetor tem que deixar sua posição para executar outras missões; então, são substituídos.(LE - 494)

Mensagem de São Luiz e Santo Agostinho(495)

O Espírito protetor se afasta quando vê seus conselhos inúteis, e que a vontade de sofrer a influência de Espíritos inferiores é mais forte. Todavia, não o abandona completamente, e se faz sempre ouvir sendo, então, o homem quem fecha os ouvidos. Ele retorna, desde que chamado.

É uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos pelo seu encanto e pela doçura: a dos anjos guardiães. Pensar que se tem sempre perto de si seres que nos são superiores, que estão sempre aí para nos aconselhar, nos sustentar, nos ajudar a escalar a áspera montanha do bem, que são os amigos mais seguros e devotados do que as mais íntimas ligações que se possa contrair sobre a Terra, já é uma idéia bem consoladora. Esses seres estão perto de nós por ordem de Deus; Ele os colocou junto de nós, e estão, por seu amor, cumprindo uma bela, mas penosa missão. Onde estejamos, ele estará conosco: na prisão, nos hospitais, nos lugares de devassidão, na solidão, nada nos separa desse amigo invisível, mas do qual nossa alma sente os mais doces estímulos e ouve os sábios conselhos.

Devemos procurar conhecer melhor esta verdade! quantas vezes ela nos ajudou e ajudara ainda nos momentos de crise; quantas vezes ela nos salvou e salvará ainda dos ataques dos maus Espíritos! Todavia, no grande dia, este anjo de bondade terá freqüentemente de nos dizer: “Não te disse isto? e não fizeste; não te mostrei o abismo? e ai te precipitaste; não te fiz ouvir na consciência a voz da verdade? e seguistes os conselhos da mentira?” Procuremos interrogar nossos anjos guardiães; procuremos estabelecer entre eles e nós uma ternura íntima a mesma que reina entre os melhore amigos. Não pensemos em esconder-lhe nada, porque eles têm os olhos de Deus, e não o podemos enganar. Sonhemos com o futuro; procuremos avançar nesta vida e nossas provas serão mais curtas, nossas existências mais felizes. Caminhemos! homens de coragem; procuremos atirar para longe de nós, de uma vez por todas, preconceitos e idéias preconcebidas; vamos entrar juntos na nova estrada que se abre diante de nós; marchemos! temos orientadores, seguros: o objetivo não nos pode faltar, porque esse objetivo é Deus.

Aqueles que pensam ser impossível aos Espíritos verdadeiramente elevados, se sujeitarem a uma tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, diremos que eles influenciam nossas almas mesmo estando a vários milhões de léguas de nós. Para eles o espaço não é nada, e mesmo vivendo em outro mundo, os Espíritos conservam sua ligação. Gozam, eles, de qualidades que não podemos ainda compreender, mas estejamos certos de que Deus não impôs a eles uma tarefa acima de suas forças, assim, como Ele não nos abandonou sós sobre a Terra, sem amigos sem apoio. Cada anjo guardião tem seu protegido sobre o qual vela, como um pai vela sobre o seu filho, e é feliz quando o vê no bom caminho, e sofre quando seus conselhos são menosprezados.

Não vamos nos preocupar em fatigar os anjos com nossas perguntas; procuremos estar ao contrário, sempre nos relacionando com eles: seremos mais fortes e mais felizes. São essas comunicações de cada homem com seu Espírito familiar que fazem todos os homens médiuns, médiuns hoje ignorados, mas que se manifestarão mais tarde e se espalharão como um oceano sem limites para repelir a incredulidade e a ignorância. Homens instruídos, instrui; homens de talento procuram elevar seus semelhantes. Procuremos continuar a obra do Cristo, a que Deus nos impôs. Por que Deus nos deu a inteligência e a ciência, para repartir com nossos irmãos, para os adiantar no caminho da alegria e da felicidade eterna.(LE - 495)

NOTA DE ALLAN KARDEC: A doutrina dos anjos guardiães, velando sobre seus protegidos, malgrado a distância que separa os mundos, não tem nada que deva surpreender; ela é, ao contrário, grande e sublime. Não vemos sobre a Terra um pai velar sobre o seu filho ainda estando longe, ajudá-lo com seus conselhos por correspondência? Que haverá, então, de espantoso em que os Espíritos possam guiar aqueles que tomaram sob sua proteção, de um mundo a outro, visto que, para eles, a distância que separa os mundos é menor que a que separa, sobre a Terra, os continentes? Não tem eles, por outro lado, o fluído universal que liga todos os mundos e os torna solidários, veículo imenso da transmissão dos pensamentos, como o ar é para nós o veículo da transmissão do som?

Quando os bons Espíritos têm que abandonar seus protegidos, não fazem, jamais, o mal; deixam que o façam aqueles que tomam o seu lugar; não podemos, então, acusar a sorte pelos infortúnios que nos acabrunham, quando é nossa a falta.(LE - 496)

Há união dos maus Espíritos para neutralizar a ação dos bons. Mas, se o protegido quiser, ele dará toda a força ao seu bom Espírito. O bom Espírito talvez encontre uma boa vontade, alhures, para ajudar, disto aproveita até seu retorno junto do seu protegido.(LE - 497)

Quando o Espírito protetor deixa seu protegido se transviar na vida, não é por falta de força, de sua parte, na luta contra outros Espíritos malévolos, é porque ele não quer. Seu protegido sai das provas mais perfeito e mais instruído. Ele o assiste com seus conselhos, pelos bons pensamentos que lhe sugere, mas que, infelizmente, não são sempre ouvidos. Não é senão a fraqueza, a negligência ou o orgulho do homem que dão força aos maus Espíritos; o poder deles sobre nós resulta de não lhes resulta de não lhes opormos resistência.(LE - 498)

Não é necessário o Espírito protetor estar constantemente com seu protegido. Há circunstâncias em que a presença do Espírito protetor não é necessária junto ao seu protegido.(LE - 499)

Quando se alcançar um grau de poder se conduzir a si mesmo, assim como, quando um escolar não tiver mais necessidade de um mestre, não haverá mais necessidade de se ter um anjo guardião; mas isso ainda esta longe de ocorrer aqui na Terra.(LE - 500)

A ação dos Espíritos sobre nossa existência é oculta e, não é feita de forma ostensiva, porque senão não agiríamos por nós mesmos, e nós como Espíritos não progrediríamos. Para que possa avançar é necessário a experiência e é preciso, freqüentemente, que se adquira às próprias custas; é preciso que exerça suas habilidades, sem isso seria como uma criança que não se permitisse andar sozinha. A ação dos Espíritos que nos querem bem é sempre regulada de maneira a nos deixar o livre arbítrio, porque se não tivermos responsabilidade não avançaremos no caminho que nos deve conduzir até Deus. O homem, não vendo o seu apoio, se entrega às suas próprias forças; seu guia, entretanto, vela sobre ele e, de tempos em tempos, lhe brada para desconfiar do perigo.(LE - 501)

É um mérito para o Espírito protetor, quando consegue conduzir seu protegido no bom caminho, seja para seu próprio adiantamento, seja por sua alegria. Ele é feliz quando vê seu desvelo coroado de sucesso, triunfando como um preceptor triunfa com o sucesso de seu aluno.(LE - 502)

O Espírito protetor não é responsável se não triunfar, visto que fez tudo aquilo que dependia de seu esforço.

O Espírito protetor sofre e lastima quando vê seu protegido seguir um mau caminho, malgrado os seus avisos. Só que essa aflição não tem as angústias da paternidade terrestre, porque sabe que há remédio para o mal, e que aquilo que não se faz hoje, far-se-á amanhã.(LE - 503)

Não há necessidade de conhecer o nome do nosso Espírito protetor, mas, podemos acreditar que é sempre um amigo, um conhecido nosso.(LE - 504)

Para invocá-lo, podemos lhe dar o nome que quisermos, inclusive o de um Espírito superior pelo qual temos simpatia ou veneração. Esse nosso Espírito protetor virá a esse apelo, porque todos os bons Espíritos são irmãos e se assistem entre si.(LE - 504a)

Nem sempre os nomes de pessoas conhecidas do qual os Espíritos protetores usam, são sempre dessas pessoas, mas o usam, porque tem simpatia por essas pessoas que lhes são simpáticas e que, freqüentemente, vêm por sua ordem. Normalmente ainda necessitamos de nomes, principalmente daqueles que nos inspiram confiança. Quando não podemos cumprir uma missão pessoalmente, não enviamos alguém do qual temos confiança para cumpri-la em nosso nome?(LE - 505)

Quando estivermos na vida espírita, reconheceremos nosso Espírito protetor e, ficaremos surpresos, porque normalmente, vamos verificar, que o conhecíamos antes de nos encarnarmos.(LE - 506)

Nosso Espírito protetor pode pertencer a uma classe de Espíritos superiores, pode também se encontrar entre os médios, pode ser até alguém que já foi nosso pai, só que a proteção supõe um certo grau de elevação, um poder ou uma virtude a mais, concedida por Deus. O pai que protege seu filho, pode ser, ele mesmo, assistido por um Espírito mais elevado.(LE - 507)

Os Espíritos que deixaram a Terra, mesmo aqueles a deixaram em boas condições, tem seus poderes mais ou menos restritos; a posição em que se encontram não lhes deixa toda a liberdade de agir. Assim, nem sempre podem proteger aqueles que amam e que ficaram na Terra.(LE - 508)

Cada homem tem um Espírito que vela sobre ele, seja no seu estado selvagem ou de inferioridade moral, mas as missões são relativas ao seu objetivo. Não podemos dar a uma criança que está aprendendo a ler um professor de filosofia. O progresso do Espírito familiar segue o do Espírito protegido. Tendo cada um de nós um Espírito superior que nos vela. Onde podemos, por outro turno, sermos protetor de um Espírito que nós é inferior, e os progressos que o ajudarmos a conquistar contribuirão para o nosso adiantamento. Deus não pede ao Espírito, além do que comportem sua natureza e o grau que alcançou.(LE - 509)

Nem sempre quando um pai que vela sobre o filho vem a reencarnar, continua a velar sobre ele, isso é bem mais difícil acontecer, mas ele convida, num momento de desprendimento, um Espírito simpático para o assistir nessa missão. Aliás, os Espíritos não aceitam senão missões que podem cumprir até o fim.

O Espírito encarnado, sobretudo nos mundos onde a existência material, está mais submetido ao seu corpo para poder ser inteiramente devotado, quer dizer, assistir pessoalmente. Por isso, aqueles que são bastante elevados, são, eles mesmos, assistidos por Espíritos que lhe são superiores, de tal sorte que se um falta por uma causa qualquer, é substituído por um outro.(LE - 510)

Os maus Espíritos procuram desviar do bom caminho um indivíduo quando encontram oportunidade; mas quando um deles se liga a um indivíduo, o faz por si mesmo, posto que espera ser escutado. Então, há luta entre o bom e o mau, e vence aquele que o homem deixar imperar sobre si.(LE - 511)

Cada homem tem sempre Espíritos simpáticos, mais ou menos elevados, que se afeiçoam e se interessam por ele, como tem os que os assistem no mal.(LE - 512)

Algumas vezes os Espíritos simpáticos agem em virtude de uma missão temporária mas, o mais freqüentemente, não são solicitados senão pela semelhança de pensamentos e de sentimentos no bem, como no mal.(LE - 513)

Existem diferenças entre Espíritos simpáticos, familiares e protetores, na proteção e na simpatia; O Espírito familiar é antes o amigo da casa.(LE - 514)

NOTA DE ALLAN KARDEC: Das explicações acima e das observações feitas sobre a natureza dos Espíritos que se ligam ao homem, pode-se deduzir o que se segue:

O Espírito protetor, anjo guardião ou bom gênio, é aquele que tem por missão seguir o homem na vida e ajudá-lo a progredir. Ele é sempre de uma natureza superior relativamente à do protegido.

Os Espíritos familiares se ligam a certas pessoas por laços mais ou menos duráveis tendo em vista ser-lhes úteis, no limite de seu poder, freqüentemente bastante limitado. Eles são bons mas, algumas vezes, pouco avançados e mesmo um pouco levianos. Eles se ocupam, de bom grado, dos detalhes da vida íntima e não agem senão por ordem ou com permissão dos Espíritos protetores.

Os Espíritos simpáticos são os que se sentem atraídos para nós por afeições particulares e uma certa semelhança de gostos e de sentimentos, no bem como no mal. A duração de suas relações é quase sempre subordinada às circunstâncias.

O mau gênio é um Espírito imperfeito ou perverso que se liga ao homem para desviá-lo do bem, e age por sua própria iniciativa e não em virtude de uma missão. Sua tenacidade está em razão do acesso mais ou menos fácil que encontra. O homem está sempre livre para escutar sua voz ou repeli-la.

Certas pessoas exercem sobre outras, uma espécie de fascinação, que parece irresistível e, ligam-se a certos indivíduos para os compelir à perdição, ou para guiá-los no bom caminho. Quando isso tem lugar para o mal, são maus Espíritos que se servem de outros maus Espíritos para melhor subjugar. Deus o permite para os experimentar.(LE - 515)

Algumas vezes, nosso bom ou mau gênio podem se encarnar para nos acompanhar na vida de um modo mais direto. Só, que, freqüentemente, eles encarregam dessa missão outros Espíritos encarnados, que lhes são simpáticos.(LE - 516)

Certos Espíritos se ligam aos membros de uma mesma família que vivem em conjunto e que estão unidos pela afeição, mas não deve se admitir Espíritos protetores do orgulho de raça.(LE - 517)

Os Espíritos vão de preferência onde estão seus semelhantes; aí estão mais a vontade e mais seguros de serem ouvidos. O homem atrai para si os Espíritos em razão de suas tendências, quer esteja só ou formando uma coletividade, como uma sociedade, uma cidade ou um povo. Há então, sociedades, cidades e povos que são assistidos por Espíritos mais ou menos elevados segundo o caráter e as paixões que neles dominam. Os Espíritos imperfeitos se afastam daqueles que os repelem. Resulta disso que o aperfeiçoamento moral das coletividades, como o dos indivíduos, tende a afastar os maus Espíritos e a atrair os bons que excitam e entretêm o sentimento do bem nas massas como outros podem lhes insuflar as más paixões.(LE - 518)

As aglomerações de indivíduos, como as sociedades, as cidades, as nações, têm seus Espíritos protetores especiais, porque essas reuniões são de individualidades coletivas que marcham com um objetivo comum e que têm necessidade de uma direção superior.(LE - 519)

A natureza dos Espíritos protetores das massas são relativas, dependem do grau de adiantamento das massas, como dos indivíduos.(LE - 520)

Certos Espíritos podem ajudar o progresso das artes, pois há Espíritos especiais que assistem aqueles que os invocam, quando eles os julgam dignos. Mas, não com aqueles que crêem ser o que não são. Os Espíritos não fazem os cegos verem, nem os surdos ouvirem.(LE - 521)

NOTA DE ALLAN KARDEC: Os antigos fizeram divindades especiais; as Musas não eram outras que a personificação alegórica dos Espíritos protetores das ciências e das artes, como designaram sob o nome de lares e de penates os Espíritos protetores da família. Entre os modernos, as artes, as diferentes indústrias, as cidades, os continentes têm também seus patronos protetores, que não são outros que os Espíritos superiores, mas sob outros nomes.

Cada homem tendo seus Espíritos simpáticos, disso resulta que, nas coletividades, a generalidade dos Espíritos simpáticos está na relação com a generalidade dos indivíduos; que os Espíritos estranhos para ai são atraídos pela identidade dos gostos e dos pensamentos, em uma palavra, que esses agregados, assim como os indivíduos, são mais ou menos bem rodeados, assistidos, influenciados segundo a natureza dos pensamentos da multidão. Entre os povos, as causas de atração dos Espíritos são os costumes, os hábitos, o caráter dominante, as leis sobretudo, porque o caráter de uma nação se reflete em suas leis. Os homens, que fazem reinar a justiça entre si, combatem a influência dos maus Espíritos. Em toda a parte onde as leis consagram as coisas injustas, contrárias à Humanidade, os bons Espíritos estão em minoria, e a massa dos maus que afluem entretêm a nação em suas idéias e paralisa as boas influências parciais perdidas na multidão, como uma espiga isolada no meio das as sarças. Estudando os costumes dos povos ou de toda reunião de homens, é fácil de se fazer uma idéia da população oculta que se imiscui nos seus pensamentos e nas suas ações.

RESUMO

Cada indivíduo tem o seu “irmão espiritual”, a que chamamos de Bom Espírito, Bom Gênio. Por Anjo da Guarda ou Anjo Guardião deve-se entender o Espírito protetor, pertencente a uma ordem elevada. A sua função é a de um pai, em relação aos filhos; a de guiar o seu protegido pela senda do bem, auxiliá-lo com seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, levantar-lhe o ânimo nas provas de vida. Nem sempre o Espírito protetor está junto ao seu protegido, mas não o perde de vista. Podemos invocar o nosso Espírito protetor, pelo pensamento, que ele acudirá ao apelo.

Há também Espíritos que nos assistem e que são denominados Espíritos familiares ou Espíritos simpáticos. São os amigos da casa. Mesmo as aglomerações de indivíduos, as sociedades, as cidades, as nações, têm Espíritos protetores, pois são coletivamente que precisam de uma direção superior.


A vida desenvolve-se em dois planos.

Um deles é bastante conhecido, já que é palpável e visível aos olhos humanos, pode-se sentir, cheirar e bastasse olhar ao redor. É chamado de mundo corporal ou físico.

O outro, agora começa a ser conhecido e reconhecido, sendo invisível aos olhos humanos e do qual foi conhecido através dos fenômenos da mediunidade. Embora invisível aos sentidos comuns, esse outro mundo é perfeitamente definido, formando uma outra sociedade composta de pessoas desencarnadas.

É o chamado mundo espiritual ou dos Espíritos.

Os Espíritos estão ao nosso lado, convivem conosco a todo instante.

Recebido por e-mail- ade-sergipe.com.br

Que esta mensagem lhe traga vibracoes de paz, confianca e luz em seu caminho!

14/02/2011

Ante o Divino Médico

 

perdaodivino

“Não são os que gozam de saúde que precisam de médico”  JESUS ( Mateus, 9: 12)

Milhões de nós outros, os espíritos encarnados e desencarnados em serviço na Terra, somos almas enfermas de muitos séculos.

Carregando débitos e inibições, contraídos em existências passadas ou adquiridos agora, proclamamos em palavras sentidas que Jesus é o nosso Divino Médico.

E basta ligeira reflexão para encontrar no Evangelho a coleção de receitas articuladas por ele, com vistas à terapia da alma.

Todas as indicações do sublime formulário primam pela segurança e concisão:

-Nas perturbações do egoísmo: Faze aos outros o que desejas que os outros te façam.

- Nas convulsões da cólera: Na paciência possuirás a ti mesmo.

- Nos acessos de revolta: Humilha-te e serás exaltado.

- Na paranóia da vaidade: Não entrarás no Reino do Céu sem a simplicidade de uma criança.

- Na paralisia de espírito por falsa virtude: Se aspiras a ser o maior, sê no mundo o servo de todos.

- Nos quistos mentais do ódio: Ama os teus inimigos.

- Nos delírios da ignorância: Aprende com a verdade e a verdade te libertará.

- Nas dores por ofensas recebidas: Perdoa setenta vezes sete.

- Nos desesperos provocados por alheias violências: Ora pelos que te perseguem e caluniam.

- Nas crises de incerteza, quanto à direção espiritual: Se queres vir após mim, nega a ti mesmo, toma a tua cruz e segue-me.

- Nós, as consciências que nos reconhecemos endividadas, regozijamo-nos com a declaração consoladora do Cristo: Não são os que gozam de saúde os que precisam de médico.

Sim, somos espíritos enfermos com ficha especificada nos gabinetes de tratamento, instalados nas Esferas Superiores, dos quais instrutores e benfeitores da Vida Maior nos acompanham e analisam ações e reações, mas é preciso considerar que o facultativo, mesmo sendo Nosso Senhor Jesus Cristo, não pode salvar o doente e nem auxiliá-lo de todo, se o doente persiste em fugir do remédio.

Francisco Cândido Xavier/ Emmanuel (Da obra “O Livro da Esperança” - Recebido por e-mail.

11/02/2011

CURAS ESPIRITUAIS E A FÍSICA MODERNA

curaquantica 

Artigos & Teses
Através do pensamento, o ser humano torna-se co-criador do Universo, como afirmou o espírito André Luiz em sua notável Obra. Sendo responsável pelo seu próprio destino e senhor das forcas psíquicas capazes de promover a saúde, o bem-estar e a alegria de viver, tanto para si mesmo como para os seus semelhantes. Na prece, a pessoa deve ser movida pela forca de quem verdadeiramente ama a Deus, e pedir coisas justas, de acordo com as suas Leis. Esse ensinamento encontra-se na primeira epistola de S. João: "Se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve" (I Jo 5,14), significando que nossas ânsias serão atendidas se estiverem de acordo com as Leis Naturais - o Amor. A faculdade de realizar curas espirituais é inerente à alma ou espírito, como disse o apóstolo Paulo: que são dados "pelo mesmo Espírito, os dons de curar" (I Cor 12,9). Praticamente todas as pessoas possuem essa faculdade e podem participar das realizações que se destinam à cura psicobioenergética das doenças, conforme atesta o espírito de Joanna de Angelis. O amor é o subsidio maior para a realização de todas as modalidades de curas espirituais, tanto quando são centradas em acções para beneficio da própria pessoa, como quando são direccionadas para a ajuda aos semelhantes. Amor, Imbatível Amor, do espírito Joanna de Angelis, é um livro recomendado para entendermos esta temática. Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo, pagina 256, item 7, diz que "a fé não se prescreve, nem se impõe". Fala da fé cega e da fé raciocinada. A fé cega é a que aceita as coisas sem uma análise mais profunda, e afirma que somente a fé que se baseia em factos tem o mérito da veracidade – a fé raciocinada. A fé é uma virtude maravilhosa que ajuda sempre o ser humano, na condição de quando almeja alguma coisa para si mesmo ou para seus semelhantes, e quando actua como intermediário nas acções de cura espiritual dos doentes que o procuram, uma das razões que o doce Amigo proferiu "a fé move montanhas".

curas

Pensamento: natureza eléctrica ou quântica? O médico e educador espiritual André Luiz, diz-nos que o pensamento também é de natureza eléctrica. Sabiamente este espírito notável mostrou-se bastante prudente e de grande magnitude ética. Deixando a porta aberta, para novos conceitos que possam advir sobre tão nobre questão. No entanto existe quem não defenda tal postura e diga justificando que o pensamento é de natureza quântica. Vejamos: Nosso sistema nervoso analogicamente falando é como um computador cósmico. Aquele notável instrumento funciona continuamente, operando milhares de programas em simultâneo, dividindo-se em múltiplos biliões de bits de informação a cada segundo, e o que de grande beleza transcendental, sabe se conduzir. Pensar é de imediato formar padrões tão complexos e tão rápidos, e de tal variedade cientifica, quanto a própria realidade. A ciência material é limitada não possui os instrumentos necessários para observar tal fenómeno, rico de nuances e surpreendentemente controverso em sua forma de manifestação, para além dos seus limites internos, é obra...! A ciência consegui apurar através dum registo de um neurónio uma velocidade surpreendente, embora, muito ainda será descoberto, devido à sua grande limitação, pois a velocidade do pensamento deverá ser igual ou maior que a velocidade da luz, e por tal razão será impossível avaliar sua velocidade, já que não existem aparelhos para tal, nem a física admite por enquanto que no nosso universo nada possa ultrapassar a velocidade da luz, tal como previsto pela teoria da relatividade, apesar de algumas especulações. Há aproximadamente 20 anos sabe-se que existem inúmeros receptores em pontos fora do cérebro, que aliás a ciência tradicional chinesa já o sabe há séculos, como neurotransmissores e neuropeptídeos em células do sistema imunológico, chamadas monócitos, sendo surpreendente a descoberta de receptores nos leucócitos. Já conseguimos fotografar o percurso do “pensamento”, não do pensamento, em três dimensões como um holograma. Este processo é conhecido nos meios científicos como “PET” ou seja, tomografia por emissão de positrão, (antipartícula do electrão, de massa igual, mas de carga oposta) consistindo na injecção na corrente sanguínea duma determinada percentagem de glicose em que as moléculas de carbono foram marcadas com radioisótopos. Conseguindo verificar-se as alterações orgânicas necessárias como alterações bioquímicas; a nível celular, bem como a temperatura do corpo, da pressão sanguínea, do campo visual etc. A manifestação mais expressiva verifica-se na carga eléctrica, demonstrando impulso eléctrico quando da emissão do pensamento. Este impulso tem dimensões bem delineadas. Se o pensamento se torna quântico em alguma das ocasiões, admitimos que sim. O pensamento como nos disse o espírito André Luiz também é de natureza electromagnética mas não será só... Allan Kardec, afirma que os fluidos são o veículo do pensamento, e este não é mais que o gerador de toda criação, quer consciente ou inconsciente. Sendo a energia quântica de natureza subatómica, não possibilita ela a transmissão do pensamento fora do seu campo microcósmico, porque em determinado ponto do espaço ela se torna caótica, perdida, sem direccionamento. Se o pensamento fosse de origem quântica, seria difundido no espaço-tempo de forma desconexa, por falta de um condutor. Eis o motivo por se admitir a energia electromagnética como condutora do pensamento. No entanto como Kardec afirmou, os fluidos,
são o veículo do pensamento, sendo assim, sabemos hoje que o vácuo não existe, apesar de alguns ainda o afirmarem, por ignorância, O professor de Lion deixou sabiamente a porta aberta à investigação neste campo, pois a energia quântica somente necessita de um condutor para se expandir de forma ordenada, e o que a ciência sabe desses possíveis condutores, quase nada, mas, está chegando lá. Será preciso entender o que Kardec queria dizer com fluido. Pois este termo adoptado pelo espiritismo, engloba muitas espécies que nada têm de fluido, cientificamente falando, pois para a física actual e de modo grosseiro um fluido é um gás ou um liquido. Kardec explica em A Génese cap. XIV item 2: «O fluido cósmico universal é, como já foi demonstrado, a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. (Cap. X.) Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade, que se pode considerar o primitivo estado normal, e o de materialização ou de ponderabilidade, que é, de certa maneira, consecutivo àquele. O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível. Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como temo médio entre os dois estados. (Cap. IV, nos 10 e seguintes.) Cada um desses dois estados dá lugar, naturalmente, a fenómenos especiais: ao segundo pertencem os do mundo visível e ao primeiro os do mundo invisível. Uns, os chamados fenómenos materiais, são da alçada da Ciência propriamente dita, os outros, qualificados de fenómenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam de modo especial à existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo. Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contacto, os fenómenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente. No estado de encarnação, o homem somente pode perceber os fenómenos psíquicos que se prendem à vida corpórea; os do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só podem ser percebidos no estado de Espírito. (1)» «(1) A denominação de fenómeno psíquico exprime com mais exactidão o pensamento, do que a de fenómeno espiritual, dado que esses fenómenos repousam sobre as propriedades e os atributos da alma, ou, melhor, dos fluidos perispiríticos, inseparáveis da alma. Esta qualificação os liga mais intimamente à ordem dos factos naturais regidos por leis; pode-se, pois, admiti-los como efeitos psíquicos, sem os admitir a título de milagres.» No entanto naquela altura o homem desconhecia o que hoje conhece, daí a confusão do termo "fluido" desta forma, repetimos este cientista – Kardec, deixou-nos sabiamente o caminho para a investigação.

consciousness 

A Cura pelo Pensamento - A Cura Quântica O Pensamento é um atributo da alma e tem uma acção modeladora do organismo desde a formação do embrião. A acção curativa faz-se através das irradiações fluídicas do pensamento ou pela utilização de formas-pensamento, feitas individualmente ou em grupo de pessoas preparadas para o mesmo objectivo. O pensamento se propaga através do fluido universal, como o som se propaga pelo ar, e alcança distancias consideráveis em segundos, podendo ser utilizado para o tratamento à distancia. Facto documentado por vários cientistas por todo o planeta. As curas pelo pensamento são grandemente beneficiadas com a participação de mais de uma pessoa que se reúnem e, mesmo estando distantes umas das outras, se concentram num mesmo horário para a realização do mesmo objectivo. A cura pelo pensamento pode, portanto, ser realizada a distancia sem limitações., foi o que provou a equipe de cientista chefiadas pelo norte americano Robert N. Miller, bem como tantos outros, em vários hospitais americanos e europeus. O pensamento concentrado é dotado de poder de actuação maior do que o pensamento disperso, semelhante aos raios solares, que, concentrados por uma lente convergente, podem incendiar um objecto inflamável. Os pensamentos positivos têm uma dupla actuação: podem ajudar a própria pessoa que os emite e os pacientes a que se destinam. Toda criatura deve saber que a alegria dos seus semelhantes mais próximos começa muitas vezes num sorriso seu, oriundo de um pensamento bom. O ser que compreende essa verdade pode tornar-se um centro de irradiação de energia, uma fonte de luz e de amor, viver com saúde e alegria, e ter condições para ajudar outras pessoas, através das vibrações dos seus pensamentos rectos. A cura quântica é, essencialmente, a cura espiritual realizada pelo pensamento que é um atributo da alma e ele próprio em nossa opinião de natureza quântica, apesar de fisiologicamente falando ser electroquímico, face à densidade cada criatura. A cura espiritual vem sendo estudada sob um prisma cientifico, à luz dos conhecimentos actuais, que identificam um ponto de encontro entre a ciência e a realidade da alma, através do pensamento. Observar, comparar e julgar - Allan Kardec. Há 150 anos, quando a ciência ainda não havia formulado as bases da teoria quântica, fazendo-se luz no inicio do século XX, Allan Kardec escreveu no livro A Génese, paginas 294-5 item 31, que "O Espírito, encarnado ou desencarnado, é o agente propulsor que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substancia do seu envoltório fluídico. A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã", reafirmado pelos espíritos de Joanna de Angelis e de André Luiz. Como as moléculas são formadas de átomos, verifica-se que o sábio de Lion estava certo ao lançar as bases cientificas da cura espiritual centrada na molécula, e pode ser considerado o precursor dos conceitos modernos da actual Medicina. O poder de curar pelo pensamento depende da forca de actuação energética, da vontade, da elevação espiritual e do interesse daquele que se propõe realizar a cura, sendo tanto mais eficaz quanto maiores forem os quanta de energia utilizada para tal fim. O Dr. Deepak Chopra, no livro A Cura Quântica, descreve a cura de doenças como o cancro utilizando a energia mental. Suas observações foram feitas na cidade de Boston, nos Estados Unidos, sob rigoroso controlo de diagnóstico e de evolução dos doentes tratados. A cura quântica evidencia a ligação entre a Ciência e a Moral – a ciência do bem –, a Fé. Desta maneira, já não existe razão para que a Ciência e a Fé se mantenham separadas (quando falamos de fé referimo-nos a uma fé racional, liberta de crendices, superstições e dogmas). Para tanto, vale a pena lembrar as palavras de Thomas Edison, espírito, contidas no livro Reflexões no meu Além de Fora, ditado pelo espírito Delfos, ob. cit. pagina 69, 1 parágrafo, quando afirma que a "Fé sem ciência é fanatismo; ciência sem fé pode ser loucura". Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIX – «A Fé Transporta Montanhas »-, podemos analisar e demonstrar sob um prima puramente
cientifico o que o meigo Amigo queria nos transmitir há mais de 2000 anos: "Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu. dizendo: Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. - E tendo Jesus ameaçado o demónio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demónio? - Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. Mateus, cap. XVII, vv. 14 a 20.)" Item 5. "O poder da fé se demonstra, de modo directo e especial, na acção magnética; por seu intermédio, o homem actua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenómenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé."

Lígia Almeida *
* Médica especialista em Geriatria com sub-especialização na Cardiologia Geriátrica. Pós-graduada a nível de Mestrado em Bioquímica e Farmácia pela Universidade de São Paulo, Brasil. Conferencista e dirigente do CECA – Centro Espírita Caridade por Amor da cidade do Porto e Presidente da AME Porto – Associação Médico-Espírita da Área Metropolitana do Porto.

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07/02/2011

A MEDIUNIDADE DE CARL GUSTAV JUNG

Carl Jung

"Viver psicologicamente significa imaginar coisas... estar na alma é experimentar a fantasia em todas as realidades". (Hillman)

Carl Gustav Jung, criador da psicologia analítica e que, ao contrário de Freud, afirmou que a libido não era apenas um impulso sexual instintivo, mas também uma energia psíquica geral, dirigida para a vontade de viver, teve, durante o decorrer de sua vida, experiências psíquicas que "transcenderam os limites do tempo e do espaço" como gostava de registrar.

A presente abordagem de relatos sobre algumas das experiências transcendentais de Jung, baseada em obras consultadas e que serão relacionadas no final deste artigo, não tem a pretensão de convencer o leitor sobre a teoria da imortalidade da alma (ou da reencarnação) e, sim, levá-lo ao exercício reflexivo sobre este importante tema, que conforme a ótica da psicologia clássica, "são apenas fenômenos psíquicos oriundos de efeitos ilusórios de nossos processos mentais".

PRIMEIRO RELATO: JUNG E A INFÂNCIA

No fundo sentia-me "dois": o primeiro, filho de seus pais, que frequentava o colégio, era menos inteligente, atento, aplicado, decente e asseado que os demais; o outro, pelo contrário, era adulto, velho, céptico, desconfiado e distante do mundo dos homens.

Perturbadíssimo, tomei consciência de que, na realidade, havia em mim duas pessoas diferentes: uma delas era o menino de colégio que não compreendia matemática e que se caracterizava pela insegurança; o outro era um homem importante, de grande autoridade, com quem não se podia brincar - mais poderoso e influente que aquele industrial. Era velho, que vivia no século XVIII, usava sapatos de fivela, peruca branca e tinha, como meio de transporte, uma caleça cujas rodas de trás eram grandes e côncavas e entre as quais o assento do cocheiro ficava suspenso por meio de molas e correia de couro.

SEGUNDO RELATO

Observação: Nesse caso particular, o motivo que o fez recordar foi um incidente na casa de um colega onde passava um período de férias. O dono da casa chamou-lhe enérgicamente a atenção, por causa de uma brincadeira com um barco - que fora proibida - e que por pouco não terminou em tragédia.

Cabisbaixo, reconheci que fizera justamente o que fora proibido. A repressão era, pois, merecida. Mas ao mesmo tempo senti uma raiva de que aquele homem grosseiro, gordo e sem instrução ousasse insultar-me! E não me sentia apenas como um ser adulto, mas como uma autoridade, uma pessoa cheia de importância e dignidade.

O contraste com a realidade era de tal forma grotesco, que meu furor desapareceu de repente. Surgiu, então em mim a pergunta: "Mas afinal quem é você para reagir como se fosse sabe lá o diabo, quem. E é claro que é o outro que está com a razão. Você é um colegial de doze anos, ao passo que o outro é um pai de família, um homem rico e poderoso que possui duas casas e vários cavalos magníficos".

TERCEIRO RELATO

Certo dia, quando habitávamos em Klein-Hüningen, perto da Basiléia, um fiacre verde, muito velho, passara diante da nossa casa vindo da floresta negra. Era uma caleça antiga, como as do século XVIII. Assim que vi, um sentimento de exaltação se apoderou de mim: "Ah, hei-la! É do meu tempo! - tinha a impressão de reconhecê-la, era semelhante aquela que me transportaria! Depois fui invadido por um sentimento estranho, como se eu tivesse sido roubado ou ludibriado no tocante ao meu amado outrora. O fiacre era um vestígio daquele tempo! É difícil descrever o que passou comigo e o que me emocionou tão fortemente: uma espécie de nostalgia? Uma saudade? Uma reminiscência? Era isso, era exatamente isso!".

QUARTO RELATO

Houve ainda um outro incidente que me lembrou do século XVIII. Vira, em casa de uma tia, uma estatueta dessa época, que representava dois personagens em terracota pintada. Um deles era o velho Dr. Stuckelberger, personalidade famosa da cidade de Basiléia. A outra figura representava uma de suas pacientes, com os olhos e a língua de fora. Havia uma lenda a respeito disso. Ora, a figura do velho doutor tinha sapatos de fivela que reconheci estranhamente como meus ou semelhantes aos meus. Estava convencido disso. "Usei esses sapatos". Esta convicção me perturbara de um modo profundo. "Sim, eram realmente os meus sapatos!". Eu os sentia nos pés e não podia compreender essa estranha sensação. Como poderia pertencer ao século XVIII? Acontecia-me, às vezes, datando, escrever 1786 em lugar de 1886 e isto era sempre seguido de um sentimento de inexplicável nostalgia.

QUINTO RELATO: O JUNG ADULTO E OS SONHOS

Recentemente, observei em mim mesmo uma série de sonhos que, com toda a probabilidade, descrevem o processo da reencarnação de um morto de minhas relações. Era mesmo possível seguir, com uma probabilidade não totalmente negligenciavel, certos aspectos dessa reencarnação até a realidade empírica. Mas como nunca mais tive ocasião de encontrar ou tomar conhecimento de algo semelhante, fiquei sem a menor possibilidade de estabelecer uma comparação. Minha observação é, pois, objetiva e isolada. Quero somente mencionar a sua existência, mas não o seu conteúdo. Devo confessar, no entanto, que a partir dessa experiência observo com a maior boa vontade o problema da reencarnação, sem, no entanto, defender com segurança uma opinião precisa.

SEXTO RELATO: A APARIÇÃO DO ESPÍRITO DE UM AMIGO

Uma noite, estava deitado, acordado, pensando na morte súbita de um amigo cujo funeral tinha ocorrido no dia anterior... de repente, senti que ele estava no quarto. Pareceu-me que estava de pé ao lado de minha cama e me pedia que fosse com ele. Eu o segui em minha imaginação. Ele me levou para fora da casa, pelo jardim até a rua e finalmente até a sua casa. Subiu em um banquinho e mostrou-me o segundo dos cinco livros encadernados de vermelho da segunda prateleira a partir do alto. Essa experiência pareceu-me tão curiosa que, na manhã seguinte, fui até a sua viúva e perguntei se podia procurar uma coisa na biblioteca de meu amigo. Evidentemente havia um banquinho diante da estante, como em minha visão, e mesmo antes de chegar perto vi os livros encadernados de vermelho. O título do segundo volume era: "O legado dos mortos".

AS CONCLUSÕES DE JUNG SOBRE A IMORTALIDADE DA ALMA

Em 1956, respondendo ao senhor H. J. Barret, dos Estados Unidos, escreve Jung sobre sua crença na imortalidade da alma:
Ainda que meu tempo seja escasso e minha idade avançada um fato real, tenho gosto em responder às suas perguntas. Não são fáceis como, por exemplo, a primeira: se eu acredito numa sobrevivência pessoal após a morte. Não poderia dizer que acredito nela, pois não tenho o dom da fé. Só posso dizer que sei alguma coisa ou não, como tentarei expor a seguir.

1. Sei que a psique possui certas qualidades que transcendem os limites do tempo e do espaço. Em outras palavras, a psique pode tornar elásticas essas categorias, ou seja, 100 milhas podem ser reduzidas a uma jarda, e um ano a poucos segundos. Isto é um fato do qual temos todas as provas necessárias. Além disso, há certos fenômenos pós-mortem que eu não consigo reduzir a ilusões subjetivas. Por isso, sei que a psique pode funcionar com o empecilho das categorias de espaço e tempo. Ergo ela própria a um ser transcendental e, por isso, relativamente não espacial e "eterna". Isto não significa que eu tenha qualquer tipo de certeza quanto à natureza transcendental da psique. A psique pode ser qualquer coisa.

2. Não há razão alguma para supor que todos os chamados fenômenos psíquicos sejam efeitos ilusórios de nossos processos mentais.

3. Não acho que todos os relatos dos chamados fenômenos miraculosos (como precognição, telepatia, conhecimento supranormal, etc.) sejam duvidosos. Sei de muitos casos em que não paira a mínima dúvida sobre sua veracidade.

4. Não acho que as chamadas mensagens pessoais dos mortos devam ser rechaçadas in globo como ilusões. Immanuel Kant disse certa vez que duvidava de toda história individual sobre fantasmas, etc., mas se tomadas em conjunto, havia algo nelas. Eu examino minuciosamente o meu material empírico e devo dizer que, entre muitas suposições arbitrárias, há casos que me fazem titubear. Tomei como regra aplicar a sábia frase de Multatuli: "Não existe nada que seja totalmente verdadeiro, nem mesmo esta frase".

por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br

LIVROS CONSULTADOS / Argollo, Djama. JUNG E A MEDIUNIDADE

Jung, Gustav, Carl. PSICOLOGIA E RELIGIÃO

Richter, Lorena. REFLEXÕES CLÍNICAS SOBRE A TEMÁTICA DA RELIGIÃO

Fábio Bastos
Psicanalista Clínico e Interdimensional
Dirigente mediúnico espírita
www.flaviobastos.com

28/01/2011

PALESTRA PERISPÍRITO E DOENCAS

perispirito

Depois de uma bela prece de abertura feita pela companheira Christina Renner, deu-se inicio a palestra Perispirito e Doencas, proferida pelo DR. Marcos Augusto P. de Azevedo na sede do SEELE em Stuttgart na Alemanha que foi traduzida simultaneamente para o idioma alemao por Margareth de Lauro Zorn.

Dr. Marcos é de São Paulo, Brasil, Psicólogo e especialista em doenças mentais. Juntamente com outros médicos, ele está ativo em projetos de investigacoes pré natais. Presidente da instituição, "Maria José", http://www.centrodeconvivio.org.br/ (dêem uma olhada por favor) Fundacao Beneficiente, cujo foco principal é dar apoio às crianças deficientes e está voltada especialmente para criancas com Síndrome de Down. Ele também fundou uma Organização Social para o atendimento gratuito de crianças  e suas mães, quer no âmbito da doença Síndrome de Down, ou outras deficiências mentais. Autor dos livros: A Vida com Afeto, Diário de Perpentina e A Caridade é Sentir e dos  Vídeos:A Vida com Afeto e Concepção e Valorização da Vida.

Dr. Marcos deu inicio a palestra nos falando da importância do corpo perispiritual como recurso que a Divina Providencia nos dá, para que possamos nos aprimorar continuamente e fazer deste corpo uma representacao das Leis Divinas na nossa individualidade.

-Perispírito, ou corpo fluídico do espírito, ou ainda psicossoma, ou corpo espiritual, é um dos produtos mais im­portantes do Fluido Universal, é uma condensação dele em tor­no de um foco de inteligência ou espírito.

Os espíritos compõem seu Perispírito do ambiente onde se encontram. Isto quer dizer que se forma dos fluidos ambientais e, portanto, varia em conformidade com o mundo em que vivem. A natureza do Perispírito está sempre relacionado com o grau de adiantamento moral do espírito.

O Perispírito pode ser entendido como a vestimenta do espí­rito, o que lhe dá propriamente forma.

Entre as muitas atribuições do Perispírito, se coloca aquela de intermediário entre o espírito e o corpo. É ele constituído de substância vaporosa, não visível aos olhos humanos, porém as­sumindo consistência nos planos do Espírito.

Ao Perispírito se pode atribuir a qualidade de estruturador do corpo orgânico, a partir da fecundação, na embriogênese, bem como estar diretamente relacionado à memória biológica, isto é, o registro das múltiplas experiências nos campos dos se­res vivos, no decurso dos milênios, a partir das primeiras mani­festações das formações protoplásmicas. Nele aglutinamos todo o equipamento de recursos automáticos que governam as bi­lhões de células, adquiridos vagarosamente pelo ser através dos tempos, nos esforços de recapitulação pelos diversos setores da evolução anímica.

Pode-se visualizar o Perispírito ou Corpo Espiritual à se­melhança de uma estrutura eletromagnética integrada, enriquecida de informações que se foram acumulando experi­mentalmente num mecanismo de estímulo-resposta, dentro de uma diretriz evolutiva, ou seja, de auto-seleção e auto-aprimo­ramento, conduzida por um principio de conservação de ener­gia, onde o máximo de informações são armazenadas com o mínimo dispêndio de energia Pode também o Perispírito se alterar no seu equilíbrio mag­nético em decorrência das próprias impregnações que as nos­sas imagens perniciosas e deteriorantes nele se projetem e se gravem. Interligado como se acha, interagindo na intimidade celular por contato molecular, portanto, nas estruturas atômi­cas da matéria, tais desequilíbrios se transmitem ao organismo físico, nas áreas mais sensíveis ao tipo de impulso desencadea­do, determinando desordens físicas, causas de certas moléstias.

Assim, os descontroles emocionais, nos ódios, na irritação, as extravagâncias no comer e no beber, a maledicência, os desequilíbrios do sexo, o fumo, o álcool, os tóxicos, podem ge­rar enfermidades, tais como, respectivamente: cardiopatias, do­enças hepáticas, gastralgias, surdez e mudez, cansaço precoce e distrofias musculares, asmas e bronquites, loucura, idiotia.” (Dr.Ney Prieto Peres-http://espiriteiro.blogspot.com/ )".

O corpo perispiritual é o intermediário, entre o corpo fisico e o proprio espirito. Na condicao de encarnados nós temos três corpos que estao justapostos: o corpo fisico que é visivel formado dessa materia necessária a vivência nesta dimensao, neste mundo tridimensional, o perispírito que é o corpo intermediário entre o corpo fisico, e o espirito que é a propria essência.

A nossa evolucao, é um processo gradativo. Deus nos dá através de cada encarnacao, a possibilidade de cada vez mais ir desenvolvendo os nossos corpos para que possamos verdadeiramente refletir um estado de harmonia e um estado de espirito, de perfeita saúde, e de perfeita potencialidade. Deus nos dá essa tarefa individual, porque precisamos verdadeiramente usufruir do nosso Livre Arbirtrio, - que é a capacidade que Deus nos concede de contruirmos a si mesmo, porque se ele ja nos fizéssemos prontos, sem o exercicio da vontade, da experiência, da sua participacao esse patrimônio nao teria um valor que seria verdadeiramente seu.

Deus na sua misericórdia nos possibilita através dos pensamentos, sentimentos e nossos atos a construcao do aprimoramento de nós mesmos.

Através do decorrer das várias encarnacoes nós cometemos vários enganos, e esses enganos se dao atraves destes três aspectos: ou nós nos enganamos com os sentimentos, ou que está vinculado ao pensamento ou que está vinculado ao ato. O pensamento de rancor, promove um sentimento de rancor  e um ato de rancor. Um sentimento de fraternidade, promove um pensamento de fraternidade  um ato de fraternidade, eles estao vinculados e estao simultaneamente acontecendo nesse mundo tridimensional, ou seja, nós pensamos, sentimos e agimos, e, é claro que o resultado de tudo isso está na acao, se a nossa acao for uma acao destrutrutiva, e for vinculada a pensamentos destrutivos ou de violência, automaticamente está refletindo esse conjunto – pensamentos, sentimentos e atos.

O fato do perispirito ser um corpo ainda material, mas que está situado em outro campo vibratorio devido a formacao do seus elementos quimicos, que esta aquém do hidrogenio e além do urânio automaticamente ele nao é , palpavel nao é visivel , mas isso na realidade, nao elimina a sua funcao, o seu objetivo em relacao a própria vida  e ao nosso espirito, em relacao ao nosso desenvolvimento.  Essa estrutura muito embora nao apareca visivelmente enquanto estivermos encarnados mas, ela está justaposta no nosso corpo fisico como arquivo, é como se fosse um gravador, que vai gravando os nossos sentimentos, pensamento e atos. Fica claro que se o nosso perispírito tem essa funcao, Deus nao criaria um perispírito para que logo depois da nossa desencarnacao esse perispirito se desintegrasse, mas, na sua sabedoria infinita ele criou o perispírito de um outro tipo de matéria, -uma matéria capaz de dar uma sobrevivência logo após a nossa desencarnacao e ele continua sendo um instrumento do proprio espirito no plano espiritual.

É importante que se perceba a necessidade de compreensao do perispirito. A Doutrina nos possibilita uma fé raciocinada, nao uma fé dogmática imposta, porque assim nós criaremos verdadeiramente todos os recursos Divinos, nao de forma dogmativa mas de forma sentida, participativa, raciocinada, e é isso que faz a grande dierenca. Essa diferenca até nos assusta porque é dificil nos imaginarmos como próprios agentes da nossa propria evolucao; normalmente atribuimos essa evolucao as circunstancias, mas, assumir a postura de que nós somos os construtores, os arquitetos do nosso próprio destino, do nosso próprio desenvolvimento , isso exige também a racionalidade, exige o raciocinio para que nós possamos compreender em profundidade qual o sentido da nossa vida, o que estamos fazendo aqui. Será que descemos nessa dimensao, estagiamos nessa dimensao, só para comer, beber e dormir? -Nao. Tem uma finalidade evolutiva, cada experiência está carimbando o nosso passaporte perispiritual, a cada experiência estamos carimbando toda a nossa vivência aqui, quando você sai daqui, está carimbado, - e o que é esse carimbo? As suas acoes, o conteúdo que você deu, que é seu, que você participou racionalmente. Você teve sentimentos pensamentos e atos o tempo todo da sua encarnacao, e é claro que esse Livre Arbitrio nos confere uma maturidade espiritual. Nós nao precisamos mais depois que conhecemos a Doutrina ficarmos presos a uma série de dogmas. Agora compreendemos que as Leis divinas elas podem e devem ser inseridas na nossa consciência com a parte de nós mesmos, e através da continha que é extremamente simples que sao os nossos pensamentos, mais sentimentos e atos , o total vai ser sempre você. Porque você participou, você vivenciou isso na sua intimidade, Deus lhe concedeu o Livre Arbitrio e você foi articulando pensamentos, sentimentos e acoes.

No chacra coronário está registrado a sede que nos possibilita o exercicio, a reflexao de tudo que nós vamos construindo gradativamente aqui, por isso que o remorso quando fazemos algo errado logo acusa que algum sentimento, pensamento, ou atos, nao condizem com a vontade Divina. Nós podemos até nos enganar por algum tempo, mas sabemos que nao podemos enganar verdadeiramente a consciência Divina, -isso a gente nao pode fazer, nao há cientista, nao há milionário, nao há inteligência que possa fazer, porque Deus fez de forma tao perfeita, que automaticamente você vai sentindo o que está construindo em si mesmo. Claro que todos nós podemos sofrer pelo processo de educacao, e o processo de educacao significa a informacao que todos nós devemos ter acesso, porque a informacao acessada, essa que chega através de literatura, através de experiências, vai também lhe dando possibilidades no âmbito do seu pensamento, de selecionar, usando o Livre Arbitrio-, refletindo sempre se o que foi sugerido é bom.

A sede da consciência que está situada no centro coronário comeca a articular a sua reflexao do que você está pensando e sentindo. Você pode até  se ludibriar, enganar, mas na realidade este é um dos mais terriveis enganos, que é enganar a si próprio. Entao esta continha embora pareca singela e é bastante simples, é você. E ela que vai formando você. Pensamentos + sentimentos + acoes = você. A gente comeca a colocar várias questoes e vários nomes cientificos, mas, se estivermos verdadeiramente vinculados a esta conta na construcao de nós mesmos, certamente que vamos construindo na realidade, um perispirito numa individualidade muito melhor, e esta individualidade muito melhor, tem padroes que podem ser orientados, -e quem é que nos orienta como padrao principal de pensamentos tao Divinos? -É o Cristo, embora, em todas as épocas da humanidade tenha passado por aqui filosófos e os mais inteligentes sábios, com grandes contribuicoes e vários outros ilustres personagens, mas ninguém no historico da humanidade pôde exemplificar essa conta de forma tao perfeita, mostrando que todos os nossos pensamentos, sentimentos e atos nao podem estar distanciados da lei do amor, porque se nos distanciarmos da lei do amor, nós comecamos a ficar limitados em nós mesmos e podemos até crescer em termo racional, mas perderemos muito nas relacoes interpessoias, e vemos que grande parte das psicopatologias, as neuroses e as psicoses as fobias, etc, comecam muito nessa incapacidade de amar, e aí, vamos nos fechando em nós mesmos numa condicao autista, esquizofrênica e dando a personalidade todos os desvios que vao conduzindo ao isolamento total, até entrar neste estado das patologias e tem obviamente que fazer todo caminho de volta; -nao conseguiu pensar bem, sentiu mágoas praticou acoes extramente conflifitivas, você está o que? -Patológico, está doente, está necessitando de amor, porque o amor em sua essência é Deus, o amor da compreensao do entendimento, o amor da solidariedade, e é esse amor que está nos faltando.

Para a Doutrina o mais importante que ela nos traz é estimular em nós mesmos a capacidade de amar, porque ver e ouvir espiritos, nao quer dizer absolutamente nada, o que quer dizer absolutamene tudo, é o que você faz daquilo que você ouve e do que você vê, e que sintonia você estabelece na sua intimidade espiritual, com essas pessoas que você está vendo que você está ouvindo.

O espitismo muito embora, muitas vezes as pessoas confundam, nao é um campo só de resgates, de julgamentos, o espiritismo é um campo de vida, de valorizacao da vida, é valorizar a vida, a vida de todo o Universo. Ter reverência por todas as coisas porque quando nós vivermos dentro dessa modalidade de evolucao, nós estaremos verdadeiramente com pensamentos Divinos, com sentimentos Divinos e com atos Divinos, construindo um eu, uma personalidade e espirito Divino. O fato de termos um corpo perispiritual, e ele como uma entidade que pertence a nossa evolucao e que sobrevive ao fenômeno da morte, automaticamente, ele tem uma funcao de poder arquivar as suas experiências e, se essas experiências forem boas, ou forem experiências conflitivas, negativas, você retorna a experiência fisica para expurgar, para limpar todas essas lesoes que você provocou no seu perispirito.  E pode ser no âmbito individual ou pode ser também em sintonias coletivas, desses desastres coletivos que a gente tem percebido muito mais frequentemente nos ultimos tempos. É importante que possamos perceber, entender, e refletir como é que acontece essas coisas; primeiro se temos no perispirito os centros de forcas, e esses centros de forca segundo André Luis, ele é análogo aos orgaos do corpo fisico, ao sistema do corpo fisico, o circulatorio o respiratório, etc, ele tem a funcao de potencializar a própria alma dando ao espirito todas as possibilidades de evolucao, recebendo do espirito todos os estimulos da sua potencialidade infinita. 

...Deus é tao bom, tao misericordioso, que as vezes, algo nos incomoda..., de repente cometemos um engano muito profundo em relacao aos nossos semelhantes, quando reencarnamos automaticamente, trazemos esse arquivo, e, claro que vamos fazer um novo arquivo, mas de continuidade. E assim Deus nos permite encarnar outra vez e o próprio perispirito atrai as circunstancias necessárias a sua evolucao. Se há uma necessidade de resgate, de expiacao de acertos de contas, certamente você sera tragado, sintonizado pela lei de atracao e semelhanca. Tudo opera nao no sentido da culpa e do resgate pelo resgate, as leis Divinas operam no sentido do seu aprimoramento e da sua perfeicao.

No final da palestra, depois de uma belíssima prece de encerramento feita por Dr. Marcos, -onde nos alertou que em qualquer que seja a situacao, nao esquecamos que Jesus é o Governador do nosso Planeta-, foi transmitido um passe coletivo, onde todos puderam se beneficiar das emanacoes de boas energias. E na cantina um bonito momento de confraternizacao entre todos os visitantes.