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07/01/2015

Menino de 3 anos recorda vida passada, identifica assassino e localiza corpo enterrado


Foto de arquivo de uma criança apontando (Thinkstock)
Foto de arquivo de uma criança apontando (Thinkstock)
O universo é cheio de mistérios que desafiam o nosso conhecimento atual. Em “Além da Ciência”, o Epoch Times coleta histórias sobre alguns estranhos fenômenos para estimular a imaginação e abrir a mente para novas possibilidades. Elas são reais? Você decide.
Um menino de 3 anos de idade, da região das Colinas de Golã, perto da fronteira entre a Síria e Israel, afirma que foi assassinado com um machado em sua vida passada. Ele mostrou para os adultos de sua aldeia o local onde o assassino enterrou seu corpo, e incrivelmente, eles encontraram o esqueleto de um homem lá. Ele também indicou aos adultos onde a arma do crime estava, e através de escavações, eles encontraram um machado no local.
Em seu livro, “Children Who Have Lived Before: Reincarnation Today” (Crianças que Viveram Antes: A Reencarnação Hoje), o terapeuta alemão Trutz Hardo conta a história deste menino, junto com outras histórias de crianças que aparentemente recordaram suas vidas passadas com precisão verificada. A história do menino foi testemunhada pelo Dr. Eli Lasch, que é conhecido por desenvolver um sistema médico de Gaza como parte de uma operação do governo israelense na década de 1960. O Dr. Lasch, que morreu em 2009, relatou a surpreendente história para o Sr. Hardo.
O menino pertence à etnia drusa, e em sua cultura, a existência da reencarnação é aceita como fato. Sua história, no entanto, teve o poder de surpreender sua comunidade.
Ele nasceu com uma longa e vermelha marca na cabeça. Os drusos acreditam, assim como algumas outras culturas, que marcas de nascença estão relacionadas com a morte em vidas passadas. Quando o menino tinha idade suficiente para falar, ele relatou à sua família que havia sido assassinado com um golpe de machado na cabeça.
É um costume os adultos levarem as crianças, com 3 anos, para a casa de sua vida anterior, caso a criança recorde o local. O menino sabia em qual aldeia ele havia morado, deste modo eles foram até lá. Ao chegarem à aldeia, o garoto lembrou qual era seu nome em sua vida passada.
Os moradores do vilarejo disseram que o homem que o menino afirmava ser a sua reencarnação tinha sido dado como desaparecido quatro anos antes. Os amigos e família pensavam que ele poderia ter se perdido no território hostil das proximidades, como era costumeiro acontecer.
O menino também lembrou o nome completo do seu assassino. Quando confrontado com as alegações, o rosto do suposto assassino ficou branco, segundo Lasch, no entanto, ele não confessou o assassinato. O menino então disse que poderia levar os adultos ao local onde o corpo foi enterrado. No local, eles encontraram o esqueleto de um homem que possuía um ferimento na cabeça, que correspondia à marca de nascença do garoto. Eles também encontraram o machado, a arma do crime.
Diante desta evidência, o assassino admitiu o crime. Dr. Lasch, o único não pertencente à etnia druso, esteve presente ao longo de todo o processo.

MENSAGEM DO DR. BEZERRA DE MENEZES SOBRE A DESENCARNAÇÃO DA DRA. MARLENE NOBRE

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Mensagem Psicografada pelo médium médico Dr. Roberto Lúcio, em sessão realizada em 5 de janeiro, no Hospital Espírita André Luiz, em Belo Horizonte, MG.

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– “Filhos amados:

– O momento é de serenidade oração. Cuidem para que os sentimentos que se fazem presentes não sejam móvel de perturbação à nossa querida filha e irmã de ideal.

– Não se pode esquecer de que o coração valoroso e digno é sempre amparado, seja qual for a situação ou o momento.

– A companheira vê-se agora amparada pelos que lhes antecederam na jornada ao plano espiritual.

– Toda a sua bagagem deve ser motivo para o acolhimento afetivo da parte de vocês.

– A fragilidade do aparelho físico já não comportava o vigor do seu espírito, jungido à matéria apenas pelas necessidades da tarefa.

– A vitalidade da sua alma persiste e é preciso que as vibrações emanadas só sejam motivo de amparo e conforto.

– Não se sintam órfãos. Acima de tudo, o movimento e o ideal abraçado por todos se irradia do coração do Mestre.

– Cuidem de viver e honrar toda a bagagem e herança que ela lhes deixou.

– Prossigam na certeza de que no momento certo e oportuno ela retornará à charrua, fazendo-se farol a orientá-los para a continuidade.

– Elevemos ao Pai o nosso agradecimento por tudo o que ela realizou e suportou para que o ideal Médico-Espírita se espalhasse pelo planeta.

– E que cada um devolva-lhe em carinho, serenidade e esforço, de modo que nada se perca daquilo que foi proposto.

– Tenham a certeza de que o amparo se fará sempre, não só por ela, mas por todos aqueles que assumirem a continuação do movimento.

– Recebam o abraço paternal do servidor humílimo,

Bezerra.”

06/01/2015

DESENCARNA DRA MARLENE NOBRE


Partiu hoje para o Mundo Espiritual nossa tao querida mestra e amiga Dra. Marlene Nobre. Sabedores de seu imenso mérito espiritual pela maravilhosa tarefa realizada em prol da Doutrina de Allan Kardec, guardamos a certeza de que se encontra envolta em muita luz e harmonia, sendo recebida com muita alegria por todos os companheiros que a antecederam na grande viagem. Exemplo maior de trabalho em benefício do próximo, de fé inabalável e de exemplificacao. Embora com os coracoes tristes pela separacao temporária, e já apertados de saudades, desejamos a ela nessa nova etapa evolutiva toda a felicidade e toda a harmonia, tendo a certeza de que ela logo dará continuidade as sua tarefas no Mundo Maior. Recebe Dra. Marlene querida, as flores de nossa amizade e gratidao. Que Deus a abencoe.

Unsere liebe Lehrmeisterin und Freundin, Dr. Marlene Nobre, ist heute zur geistigen Welt zurückgekehrt. Bei Ihrer großartigen Aufgabe, uns unermüdlich die Lehre von Allan Kardec in ihrem ganzen Umfang auf vielfältige Weise immer wieder bewusst zu machen, hat sie sich ganz sicher viele Verdienst erworben. Wir sind überzeugt, dass sie von allen Freunden, die bereits vor Ihr die große Reise angetreten haben, mit großer Freude empfangen wird. Sie war uns allen hier ein großes Vorbild der Nächstenliebe und des unerschütterlichen Glaubens. Obwohl unsere Herzen wegen der vorübergehenden Trennung traurig sind und wir sie sehr vermissen werden, wünschen wir ihr auf ihrem jenseitigen Weg viel Harmonie und Freude. Wir sind sicher, dass sie ihre Arbeit in der spirituellen Welt sehr bald fortsetzen wird. Wir schicken Ihnen, liebe Dr. Marlene, wunderschöne Blumen als Zeichen unserer Dankbarkeit und Verbundenheit. Möge Gott sie segnen.

09/04/2014

150 Anos de lançamento de O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

 

 

Este ano de 2014 marca um jubileu especial para nós, espíritas, e, de alguma forma, para toda a Humanidade: o aniversário de 150 anos da obra básica "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO", publicado por Allan Kardec, em 1864.

Clique aqui para ler ou baixar o arquivo PDF do livro em formato digital, Numa Linguagem Simplificada, versão editada por Louis Neilmoris.

"O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO" (em língua francesa "L'Évangile Selon le Spiritisme") dá maior enfoque a questões éticas e comportamentais do ser humano. Nela são abordados os Evangelhos canônicos sob a óptica da Doutrina Espírita, tratando com atenção especial a aplicação dos princípios da moral cristã e de questões de ordem religiosa como a da prece e da caridade.

Na introdução da obra, Kardec divide didáticamente os relatos contidos nos Evangelhos canônicos em cinco partes: os atos ordinários da vida de Jesus, os milagres, as predições, as palavras que serviram de base aos dogmas, e os ensinamentos morais. Segundo Kardec, se as quatro primeiras foram, ao longo da história, objeto de grandes controvérsias, a última tem sido ponto pacífico para a maior parte dos estudiosos.

Evangile selon le spiritisme.jpg

Assim, é especificamente sobre essa parte que Kardec lança o olhar espírita. Longe de pretender criar uma "Bíblia espírita" ou mesmo de objetivar uma reinterpretação espírita desse livro sagrado, Kardec se empenha em extrair dos Evangelhos princípios de ordem ético-moral universais, e em demonstrar sua consonância com aqueles defendidos pelo espiritismo. Utiliza-se, na maior parte da obra, da célebre tradução francesa de Lemaistre de Sacy (1613-1684). Eventualmente, para solucionar divergências, Kardec recorreu ao grego e ao hebraico.

Ouça a narração do livro pela janela abaixo:

A obra traz ainda um estudo sobre o papel de precursores do cristianismo e do espiritismo, como por exemplo Sócrates e Platão, analisando diversas passagens legadas por estes filósofos que demonstrariam claramente essa condição.

O Evangelho espírita substitui a Bíblia?
Para os leigos e os mal-informados, há uma ideia de que esta obra kardequiana é a Bíblia dos espíritas, ou a substituição das chamadas Escrituras Sagradas dos cristãos tradicionais. Isso não é exato.
Antes de tudo, é preciso dizer que a Bíblia representa para os católicos e evangélicos protestantes um livro sagrado, um código absoluto da verdade e da palavra de Deus. O Espiritismo não toma os textos bíblicos nessa dimensão, mas sim como uma obra humana (ainda que inspirada por entidades espirituais), que, por essa condição humana, é falível e limitada aos conhecimentos dos seus autores e ainda muito questionável, em razão da imprecisão de sua transmissão (inicialmente oral, depois por cópias manuais).
Recomendamos a leitura de "A VERDADE SOBRE A BÍBLIA..." de Louis Neilmoris).
O livro "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO", igualmente não é um código absoluto, não deve ser tomado como livro sagrado, nem mesmo um catecismo, uma receita pronta para ser pregada e obedecida — como, aliás, nenhuma obra espírita o pretende ser. Escrito e publicado por Allan Kardec, sob a inspiração de diversas entidades espirituais, esta obra é uma teoria moral e filosófica, que se baseia na interpretação da mensagem de Jesus — o "Evangelho", ou seja, a "Boa Nova".
Como qualquer outra obra, ele pode e deve ser ponderado pela razão e crítica pessoal, posto à prova da nossa observação e experiência de vida. Porém, dentro desses seus 150 anos, suas admoestações morais têm sido bastante salutares, esclarecendo-nos melhor dos propósitos do Cristo para nosso comportamento ético-moral, guiando-nos pelo caminho do bem, da fraternidade e da evolução espiritual.
E por esse tesouro a nós ofertado pelo plano espiritual, temos muito o que agradecer ao nosso Pai celestial e, de fato, cultivar em nós a reforma íntima que O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO nos propõe.

http://espiritismoemmovimento.blogspot.de

13/11/2013

Divaldo Franco recomenda filme “Blood Money”

divaldo-blood-money

Chegamos a semana decisiva do Documentário “Blood Money-Aborto legalizado” e vejam que Boa Nova, que reforço maravilhoso o filme acaba de receber do nosso pacifista  Divaldo Franco!

Obrigado, abençoado Divaldo; pela coragem e pela ousadia no BEM!

Por Amor à Vida, divulguem, compartilhem, repassem para seus amigos pedindo que eles também repassem para suas listas de contatos!

Vamos que vamos!! A hora é agora!!! Vamos fazer uma Marcha Pela Vida aos Cinemas no dia 15/11 para conhecermos a verdade sobre o aborto e dizer que não queremos a sua legalização em nosso país.

Estamos todos juntos nessa causa, o mais primordial, o mais básico direito humano: O Direito de nascer!

Viva a Vida, Viva!!!

O documentário de David Kyle chamado “Blood Money – Aborto Legalizado” trata do funcionamento legal desta indústria nos Estados Unidos mostrando de que forma as estruturas médicas disputam e tratam as clientes, os métodos aplicados pelas clínicas e o destino do lixo hospitalar, entre outros temas, de forma muito realista.

O filme também faz denúncias como a prática da eugenia e do controle da natalidade por meio do aborto e trata aspectos científicos, legais e psicológicos relacionados ao tema, como o momento exato em que o feto é considerado um ser humano, com direitos de garantia de vida em contraposição ao direito da mulher de dispor de seu corpo, e se há ou não sequelas para a mulher submetida a este procedimento.

É na voz da ativista de movimentos negros dos EUA, Alveda C. King, sobrinha do pacifista Martin Luther King, que o documentário americano é narrado. Luís Eduardo Girão, diretor da Estação Luz Filmes, que adquiriu os direitos de distribuição nacional deste documentário.

06/11/2013

Porque o Brasil, sendo a “Pátria do Evangelho”, ainda existam tantas pessoas que não amam o próximo.

DOIS MILHõES DE ESPÍRITOS FRANCESES REENCARNARAM NO BRASIL

fran 

Você sabia que, em entrevista a Herculano Pires, em 1973, no programa No limiar do amanhã*, Chico Xavier revelou que milhões de espíritos de cultura francesa reencarnaram no Brasil para continuar a divulgação do espiritismo?

Herculano comentava que o Brasil era a primeira grande nação do Ocidente a se tornar basicamente reencarnacionista, por influência não só do espiritismo, mas também das religiões africanas, que foram trazidas aqui pelo contingente negreiro. E acrescentava que ainda mais curioso era o fato de ter havido no Ocidente apenas uma nação reencarnacionista no passado: a França (aí incluindo-se as Gálias antigas, envolvendo a Irlanda e a Inglaterra). Chico então diz que gostaria de aprofundar a questão, pedindo licença para aditar sobre os apontamentos de Emmanuel, em 1965:

– Perguntei a ele onde estavam aqueles companheiros de Allan Kardec que vibravam com a doutrina espírita na França. Então ele me disse que do último quartel do século 19 para cá, cerca de 15 a 20 milhões de espíritos da cultura francesa e, principalmente, os simpatizantes da obra de Allan Kardec  reencarnaram no Brasil para dar corpo às ideias da doutrina espírita e fixarem os valores da reencarnação. Nós nos reportamos muito mais à França como terra mater de nossa espiritualidade do que Portugal, até porque isso está no conteúdo psicológico de milhões e milhões de brasileiros que estão fichados, por certidão de cartório, como brasileiros, mas psicologicamente são franceses.*Programa radiofônico exibido pela Rádio Mulher,de São Paulo, e apresentado por J. Herculano Pires, entre os anos de 1971 e 1974.

- Divaldo, Deus te abençoe. É tão difícil entender que no Brasil, sendo a “Pátria do Evangelho”, ainda existam tantas pessoas que não amam o próximo. Por quê?

- Porque não são Espíritos do Brasil. Vêm de outras pátrias, de outras raças. Não são almas brasileiras. Vêm para cá, porque, se ficassem nos seus países de origem, os sentimentos de rancor e ressentimentos torna-los-iam mais desventurados.

Após a Revolução Francesa de 1789, quando a França se libertou da Casa dos Bourbons, os grandes filósofos da libertação sonharam com os direitos do homem, direitos que foram inscritos nos códigos de justiça em 1791 e que, até hoje, ainda não são respeitados, embora em 1947, no mês de dezembro, a ONU voltasse a reconhecê-los. Depois daquele movimento libertário, o que aconteceu com os franceses? Os dois partidos engalfinharam-se nas paixões sórdidas e políticas e como conseqüência, os grandes filósofos cederam lugar aos grandes fanáticos, e a França experimentou os dias de terror, quando a guilhotina, arma criada por José Guilhotin, chegava a matar mais de mil pessoas por dia. Esses Espíritos saíam desesperados do corpo e ficavam na psicosfera da França buscando vingança.

Começa o século XIX e é programada a chegada de Allan Kardec. O grande missionário vai reencarnar na França, porque a mensagem de que é portador deverá enfrentar o cepticismo das Academias na Cidade-Luz da Europa e do mundo e, naquele momento, Cristo havia designado que o Espiritismo nasceria na França, mas seria transplantado para um país onde não houvesse carmas coletivos, e esse país, por enquanto, seria o Brasil.

São Luis, o guia espiritual da França , cedeu que a terra gaulesa recebesse Allan Kardec, mas “negociou” com Ismael, o guia espiritual do Brasil: “Já que a mensagem de libertação vai ser levada para a Terra do Cruzeiro, a França pede que muitos Espíritos atribulados da Revolução reencarnem no Brasil, pois, se reencarnarem aqui impedirão o processo da paz”.  E dois milhões de franceses vieram reencarnar no Brasil, para que, quando chegasse a mensagem espírita, culturalmente se identificassem com o chamado método cartesiano de Allan Kardec. (sem grifos).

Naturalmente, esses Espíritos eram atribulados, perturbados, com ressentimentos, com mágoas. Se nós considerarmos que os Espíritos brasileiros são os índios, que a maioria de nós é constituída por Espíritos comprometidos na Eurásia, e que estamos aqui de passagem, longe dos fenômenos cármicos para nos depurarmos, compreenderemos porque muitos brasileiros do momento ainda não amam esta grande nação. E o primeiro sentimento que têm quando, ao invés de investir em fortunas, honesta ou desonestamente amealhadas no solo brasileiro, eles as mandam para os países estrangeiros. Não confiam no Brasil, porque são “de lá”. Mandam para lá porque, morrendo aqui, o dinheiro fica lá para poderem “pagar” o carma negativo que lá deixaram. Os chamados “paraísos fiscais” são também lugares de alguns de nós que aqui nos encontramos, mas apesar de ainda não termos o sentimento do amor, já temos alguma luz.

Viajando pelo mundo, onde tenho encontrado brasileiros espíritas, descubro uma célula espírita. Começa-se com um estudo do Evangelho no lar, depois chama-se os amigos, os vizinhos, forma-se um grupo e, hoje, na Europa. 90% dos grupos espíritas são criados por brasileiros. Com exceção de Portugal, Espanha e um pouquinho da França, o movimento é todo de brasileiros e latinos acendendo as labaredas do Evangelho de Jesus. Não há pouco tempo, brasileiros na Holanda encontraram as obras de Kardec traduzidas para o holandês, brasileiros na Suíça revisaram O Evangelho segundo o Espiritismo e se está tentando publicar as obras de Kardec, agora em alemão. Brasileiros na América do Norte retraduziram O Livro dos Espíritos e O Evangelho, que o foi por um protestante, que substituiu a palavra reencarnação por ressurreição. Brasileiros em Londres, com alguns ingleses, já formam oito grupos espíritas e seria fastidioso se fosse enumerando na Ásia, na África...

Certa feita, recebi um telefonema de uma cidade asiática. Tratava-se de uma consulesa do Brasil que me dizia o seguinte: “Eu estou no outro lado do mundo, sou espírita, tenho três filhos rapazes – um de 10, um de 14 e outro de 18 anos. Tenho-lhes ensinado o Espiritismo, mas o meu filho mais velho está na Universidade e me faz perguntas muito embaraçosas; aqui eu não tenho acesso a maiores instruções. Queria convidá-lo a vir aqui dar umas aulas de Espiritismo ao meu filho. Você viria?” Eu respondi-lhe: - Sim, senhora, com a condição de conseguir-se espaço para eu falar em auditório publico sobre o Espiritismo: - O marido era o representante dos negócios do Brasil no país. – Se a senhora aceitar a condição, ficaria alguns dias para debater com os seus meninos. Como não falo inglês, seu filho será o meu intérprete.

E assim, fiz a longa viagem de 36 horas com escalas e lá, naturalmente, ela me disse: “Mas, Divaldo, onde vamos ter esse encontro?” Eu lhe respondi: “Tive uma entrevista com o Baghavan Swami Sai Baba, e sei que essa é uma cidade em que há um grande movimento Babista e, se a senhora conseguir um grupo Sai Baba eu me prontifico a fazer uma conferência ali”.

Encontramos o representante de Sai Baba para a Ásia e ele ficou muito feliz porque Swami havia-me recebido. Ele reuniu mil pessoas para que eu falasse sobre o Espiritismo. Fiquei até com pena dele! E pensei: “Vou arrastar toda a turma de Sai Baba para o Sr. Allan Kardec” (risos...)

Então, fiz a palestra, falei sobre Allan Kardec, sobre as comunicações, ele ficou tão sensibilizado, que me perguntou se eu teria coragem de ir a Cingapura para fazer a mesma coisa. Eu lhe respondi: - O senhor me mandando até o CingaInferno eu irei para falar sobre o Espiritismo. Fui a Cingapura e fiz uma viagem pela Ásia e, onde havia brasileiros, lá estavam eles...

A missão do Brasil, “Pátria do Evangelho e Coração do Mundo” não é a de sermos todos ricos, maravilhosamente ricos; é a de sermos maravilhosamente espiritualizados, sem nenhum demérito para os outros países, que são todos amados por Deus e por Jesus em igualdade de condição. Aqui entra o nacionalismo, para ver se a gente ama um pouquinho mais este país que está passando uma fase de grande desprestígio. Deus só tem ajudado no Tênis! Que Ele tenha compaixão de nós e nos ajude também no Futebol e noutra coisa qualquer! (risos...)

Nós somos as cartas vivas do Evangelho. Jesus escreveu em nossa alma a Sua mensagem. Onde quer que vamos, que brilhe a nossa luz; mas, para que ela brilhe, é necessário que a acendamos, e o combustível dessa luz é a fraternidade. Assim, todos saberão que estamos ligados a Ele, graças à presença dos bons Espíritos, que aqui estão conosco, e sempre se encontram a qualquer hora. Como disse kardec, com muita propriedade, todos têm seu Guia espiritual que os inspira; dessa forma, todos são médiuns, estão sintonizados com esses.

Concluirei com uma pequena narrativa, sobre um homem que era muito ignorante, muito modesto, muito pobre. Todo dia ele entrava na igreja, próximo ao horário de fechar as portas; ajoelhava-se diante do altar-mor, ficava dois minutos e saía. O sacerdote, que cuidava da igreja, ficou muito intrigado, e achou que ele estava observando algo para furtar ou para roubar,passando a ficar mais vigilante. Mas, ele chegava, ajoelhava-se, dobrava-se, balbuciava algo e ia-se embora. Um dia, o sacerdote não suportou mais e perguntou: “O que é que você vem fazer aqui, um miserável como é? Por que não vem à missa? Só vem na hora em que a igreja vai ser fechada?” Ele respondeu: “É porque eu sou muito pobre.” O sacerdote continuou: - “E por que vai ao altar-mor. Como se atreve?” Ele respondeu: - “Pois é, quando a igreja vai fechar, eu entro correndo e digo: Jesus, eu estou aqui. Se precisar, é só chamar! E vou embora”. O sacerdote achou aquilo intrigante.

Anos depois, aquele mendigo adoeceu e foi levado para uma casa de emergência, de caridade. Quando, um dia, a enfermeira foi colocar o seu alimento sobre uma cadeira, ao lado da cama, ele pediu: - “Oh, por favor, não bote aí!” A jovem perguntou: - “Por que não?” E o homem respondeu: - “Porque essa cadeira de vez em quando, fica ocupada.” Ele deveria estar delirando, a enfermeira pensou, e respeitou-o. Começou a notar que todo dia, um pouco antes das 18 horas, o rosto dele se iluminava! Ele sorria e dizia: - “Muito obrigado! Muito obrigado!” Ela achava que era delírio mas, como ele era perfeitamente saudável da mente, num desses dias, quando terminou de agradecer, ela indagou: - “Não repare, mas o que você está agradecendo?” Ele esclareceu: - “É a uma visita que chega todo dia cinco para as seis.” Ela continuou: - “Que visita é essa?” - É Jesus. Ele sempre vem e diz-me: - “Olhe, estou aqui. Se precisar de mim é só chamar!...”

Se precisarmos de Jesus, é só chamarmos! (XIF-2001)

Texto extraído do livro: APRENDENDO COM DIVALDO. Entrevistas / Divaldo Pereira Franco: São Gonçalo, RJ: Organizado pela SEJA, Editora e Distribuidora de Livros Espíritas,  p. 69-74.
Colaboração:Windson Carvalho de Melo