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30/08/2010

TEMPO CERTO

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“... Aquele que semeia saiu a semear; e, enquanto semeava, uma parte da semente caiu ao longo do caminho...”

“... Mas aquele que recebe a semente numa boa terra é aquele que escuta a palavra, que lhe presta atenção e que dá fruto, e rende cento, ou sessenta, ou trinta por um.”

(Capítulo 17, item 5.)

Na vida, não existe antecipação nem adiamento, somente o tempo propício de cada um.

A humanidade, em geral, recebe as sementes do cresci­mento espiritual a todo o instante.

Constantemente, a “Organização Divina” emite idéias de progresso e desenvolvimento, devendo cada indivíduo absorver a sementeira de acordo com suas possibilidades e habilidades existenciais.

A Natureza nos presenteia com uma diversidade incontável de flores, que nos encantam e fascinam. Certamente, não as depre­ciaríamos apenas por achar que vários botões já deveriam ter de­sabrochado dentro de um prazo determinado por nós, nem as re­preenderíamos por suas tonalidades não ser todas iguais conforme nossa maneira de ver.

Nem poderíamos sequer compará-las com outras flores de diferentes jardins, por estarem ou não mais viçosas. Deixemos que elas possam germinar, crescer e florir, segundo sua natureza e seu próprio ritmo espontâneo. Isso será sempre mais óbvio.

Parece racional que ofereçamos a quem amamos o mesmo consentimento, porque cada ser tem seu próprio “marco individual” nas estradas da vida, e não nos é permitido violentar sua maneira de entender, comparando-o com outros, ou forçando-o com nossa impaciência para que “cresçam” e “evoluam”, como nós acharía­mos que deveria ser.

Cada um de nós possui diferenças exteriores, tanto no aspecto físico como na forma de se vestir, de sorrir, de falar, de olhar ou de se expressar. Por que então haveríamos de florescer “a toque de caixa”?

Nossa ansiedade não faz com que as árvores dêem frutos instantâneos, nem faz com que as roseiras floresçam mais céleres. Respeitemos, pois, as possibilidades e as limitações de cada indivíduo.

Jesus, por compreender a imensa multiformidade evolucional dos homens, exemplificou nessa parábola a “dissemelhança” das criaturas, comparando-as aos diversos terrenos nos quais as sementes da Vida foram semeadas.

As que caíram ao longo do caminho, e os pássaros as comeram, representam as pessoas de mentalidade bloqueada e restringida, que recusam todas as possibilidades de conhecimento que as conteste, ou mesmo, qualquer forma que venha modificar sua vida ou interferir em seus horizontes existenciais. São seres de compreensão e aceitação diminuta ou quase nula. São comparáveis aos atalhos endurecidos e macerados pela ação do tempo.

Outras sementes caíram em lugares pedregosos, onde não havia muita terra, mas logo brotaram. Ao surgir o sol, queimaram-se porque a terra era escassa e suas raízes não eram suficientemen­te profundas.

Foram logo ressecadas porque não suportaram o “calor da prova”; e, por serem qualificadas como pessoas de convicção “flu­tuante”, torraram rapidamente seus projetos e intenções.

Nossas bases psicológicas foram recolhidas nas experiên­cias do ontem. São raízes do passado que nos dão manutenção no presente para ir adiante, nos processos de iluminação interior.

Quando os “caules” não são suficientemente profundos e vetustos, há bloqueios tanto em nossa consciência intelectual como na emocional. Um mecanismo opera de forma a assimilar somente o que se pode digerir daquela informação ou ensinamento recebido.

Assim, a disponibilidade de perceber a realidade das coisas funciona nas bases do “potencial” e da “viabilidade evolutiva” e, portanto, impor às pessoas que “sejam sensíveis” ou que “progri­dam”, além de desrespeito à individualidade, é fator perigoso e destrutivo para exterminar qualquer tipo de relacionamento.

Os espinheiros que, ao crescer, abafaram as sementes representam as “idéias sociais” que impermeabilizam a mentalidade dos seres humanos, pois, no tempo do Mestre, as leis do “Torah” asfixiavam e regulamentavam não somente a vida privada, mas tam­bém a pública.

Os indivíduos que não pensam por si mesmos acabam caindo nos domínios das “normas e regras”, sem poder erguer em demasia a sua mente, restrita pelas idéias vigentes, o que os sentencia a viver numa “frustração grupal”, visto que seu grau de raciocínio não pode ultrapassar os níveis permitidos pela comunidade.

Jesus de Nazaré combateu sistematicamente os “espinhos da opressão” na pessoa daqueles que observavam com rigor rituais e determinações das leis, em detrimento da pureza interior. Dessa forma, Ele desqualificou todo espírito de casta entre as criaturas de sua época.

As demais sementes, no entanto, caíram em boa terra e deram frutos abundantes. O que é um “solo fértil”?

Nossos patrimônios de entendimento, de compreensão e de discernimento não ocorrem por acaso, porqüanto nenhum apren­dizado nos envolverá profundamente se não estivermos dotados de competência e habilidades propiciadoras.

A boa absorção ou abertura de consciência acontece somente no momento em que não nos prendemos na forma. Aprofundarmo-nos no conteúdo real quer dizer: “Quem não quebra a noz, só lhe vê a casca”. Mas para “quebrar a noz e preciso senso e noção, base e atributos que requerem tempo para se desen­volverem convenientemente. A consciência da criatura, para que seja receptiva, precisa estar munida de “despertamento natural” e “amadurecimento psicológico”.

Reforçando a idéia, examinemos o texto do apóstolo Marcos, onde encontramos: “porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, e por ültimo o grão cheio na espiga”. (1)

O Mestre aceitava plenamente a diversidade humana. Ele se opunha a todo e qualquer “nivelamento psicológico” e, portanto, lançou a Parábola do Semeador, a fim de que entendêssemos que o melhor apoio que prestaríamos a nossos companheiros de jornada seria simplesmente esperar em silêncio e com paciência.

Portanto, compreendamos que a nós, somente, compete “semear”; sem esquecer, porém, que o crescimento e a fartura na colheita dependem da “chuva da determinação humana” e do “solo generoso” da psique do ser, onde houve a semeadura.   (1) Marcos 4:28

RENOVANDO ATITUDES /FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO DITADO PELO ESPÍRITO HAMMED

25/08/2010

FELICIDADE

 

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Desafiadora meta que deve ser alcançada pelo ser inteligente, a felicidade é fugidia, complexa e diferente de um para outro indivíduo, apresentando-se em um mosaico psicológico de variações que surpreendem.

Sócrates e Platão, que consideravam a alma imortal e o renascimento como fenômeno natural da vida, propunham a felicidade como decorrência do culto ao dever, ao belo e à Filosofia.

A felicidade para o bruto não corresponde ao anelo de uma pessoa sensível e nobre, da mesma forma que, para Nero, constituía-se de elementos destrutivos e bárbaros enquanto que para Marco Aurélio, embora guerreiro, tinha um sentido estóico.

Epicteto, ex-escravo de Epafródito, o liberto, embora coxo e destituído de qualquer beleza, tornou-se mestre de Marco Aurélio, fruindo a felicidade com características muito diversas daquelas que celebrizaram Petrônio, o arbiter elegantiarum, por exemplo, que foi induzido ao suicídio por Nero, que o invejava...

Com o Cristianismo, o conceito de felicidade experimentou uma proposta especial, apresentando-se como o esforço que se deve empreender a fim de conquistar-se o Reino dos Céus, celebrizando o sacrifício, a renúncia, a abnegação, o amor, como indispensáveis para consegui-lo.

À medida que surgiram os grandes pensadores do Cristianismo primitivo, dando início à Patrística, a visão da felicidade experimentou profundas mudanças, tendo-se em vista o conceito de cada um, desaguando sempre na conquista do Paraíso além da disjunção corporal, no mundo espiritual, onde seria sem jaça e intérmina...

De Santo Agostinho a Santo Tomás de Aquino, os conceitos em torno da felicidade sofreram pouca alteração dentro dos postulados cristãos. Entre os ascetas e autoflagelados, os místicos e extáticos, como São João da Cruz, Santa Teresa d´Ávila, São Pedro de Alcântara, a felicidade apoiava-se na renúncia e no desprezo total do mundo, como o fito de lograr-se o Reino dos Céus...

Foi, mais tarde, com o advento do Racionalismo, a nova religião que se impôs à cultura e ao comportamento, que se estabeleceu ser a felicidade uma defluência física para o prazer, no qual a vida adquire sentido. Através da análise objetiva e intelectiva das coisas e dos acontecimentos, a experiência da satisfação dos sentidos tem alto significado, constituindo motivo de aspiração e de luta pelo conquistar.

De alguma forma, tratava-se de um retorno ao hedonismo de Aristipo de Cirene e dos seus seguidores que, no prazer situavam a razão da própria existência, já que, na transitoriedade da vida física, sempre muito rápida, é necessário fruir ao máximo das oportunidades, propiciando-se gozos incessantes, sejam do estômago, do sexo, do repouso, da posição social, da posse de valores amoedados, nos quais o ego realize-se plenamente.

Lamentável que tal anelo encontre as barreiras dos limites orgânicos e emocionais, nas suas sucessivas transformações, bem como as derivadas dos impositivos civilizatórios que exigem o cumprimento de muitos deveres que, não raro, impõem sacrifício, sofrimento e labor continuado.

Quase simultaneamente o Iluminismo programou dias de ventura intérmina para a criatura humana e a sociedade do futuro, oferecendo conceitos de felicidade em torno dos valores morais e culturais que deveriam constituir objetivos existenciais.

Rousseau, por sua vez, afastando-se dos iluministas, propôs o retorno à Natureza como sendo a única maneira de poder-se ser feliz, à simplicidade, ao estado natural, numa tentativa de renegar todas as conquistas do vigente conhecimento, como se os povos primitivos, ou aqueles que ainda se encontram em estágio primário da evolução hajam logrado a felicidade real. A indiferença ao conforto, à conquista do discernimento, à falta dos requisitos básicos de higiene e de preservação da vida física, não constituem, sem dúvida, felicidade, mas primarismo na escala da evolução.

Seria de pensar-se em como o hotentote, na sua condição pastoril contemplaria o labor ao solo, as conquistas da Tecnologia, as bênçãos da experiência cultural!

Normalmente, aqueles que se encontram em estágio de natura, quando se deparam com a civilização adotam-na até onde lhes é possível, desta forma alterando os hábitos e comportamentos, na busca de experiência diferente de felicidade, o que demonstra não estarem satisfeitos com aquela de que dispõem.

Certamente, a aculturação, em alguns casos, tem sido mais prejudicial do que útil, em face dos contributos perversos de alguns indivíduos e dos seus processos de educação, gerando sofrimentos naqueles a quem é imposta e estimulando-os a vícios que degeneram, infelicitando comunidades inteiras que viviam em melhor situação de paz, embora desconhecendo os padrões de conforto da civilização. Ao mesmo tempo, porém, essa mudança oferece recursos inestimáveis para a saúde, para o conhecimento, para a vivência de valores éticos e de condutas harmônicas também em relação à Natureza.

Como conseqüência dessa visão mais clara e atual, dir-se-á depois que é melhor ser um Sócrates inquieto que um suíno satisfeito, um esteta ansioso que um aborígene contente...

A euforia do Iluminismo ensejou uma grande contribuição literária e uma visão enriquecida de possibilidades em torno de como o homem, a mulher e a sociedade podem realmente ser felizes.

Condorcet afirmava, no seu célebre Sketch, que a bondade moral do homem (...) é suscetível de um aprimoramento ilimitado e que a natureza vincula estreitamente, numa corrente indissolúvel, a verdade, a felicidade e a virtude. Embora denominando-se ateu, o seu conceito de felicidade tem como suporte a verdade e a virtude, ao mesmo tempo em que lamentava as terríveis diferenças sociais, propunha a paz internacional que seria conseguida mediante condutas de justiça, um saudável comportamento de comércio livre, o surgimento de uma língua universal que juntos se encarregariam de mudar a paisagem dos sofrimentos humanos.

De certo modo, o nascimento de Esperanto, graças a Zamenhof, o surgimento da União Européia, prenunciando um comércio livre, pelo menos entre os seus membros, vêm contribuindo para  a fraternidade. Assim mesmo, as diferenças culturais e históricas, preservadoras do egoísmo nacional de cada povo, lutam para manter-se distantes umas das outras, apesar das situações calamitosas. De igual maneira, as lutas de classes, as guerras intestinas ou não, vêm demonstrando a impossibilidade para alcançar-se esse paraíso iluminista, pelo menos nos moldes em que foi apresentado.

Afiançando a necessidade de construir-se o futuro, os iluministas laboravam com um ardor quase religioso, embora a sua descrença em Deus e na vida espiritual.

Essa necessidade de renunciar ao presente, a fim de que o porvir se fizesse engrandecido e pleno, está em Kant, aspirando que as gerações porvindouras deveriam experimentar a felicidade, embora a renúncia dos seus programadores, que deveriam trabalhar afanosamente, sem qualquer intenção de desfrutar dos seus resultados positivos.

Ocorre que a felicidade não pode ficar adstrita apenas à sua face objetiva, à exterior, àquela que fere os sentidos, que contribui com a compensação do prazer sensorial. Há um subjetivismo de muito maior efeito, que são as alegrias internas da consciência de paz, dos deveres retamente cumpridos, das satisfações que decorrem dos ideais abraçados, dos objetivos que são mantidos conquanto defrontem lutas acerbas.

O importante é constatar-se como se sente cada um ante a vida e não quanto possui e frui da vida. O bem-estar subjetivoé fundamental à construção da felicidade do indivíduo e do grupo social onde se movimenta.

Nesse sentido, não se deve considerar a felicidade como sendo uma linha reta de emoções contínuas no mesmo padrão, na mesma forma de expressar-se, porquanto, expressa-se em pequenas maneiras de existir, na transitoriedade de cada acontecimento, gerando uma melodia de alegrias que, não obstante com pausas, tem uma continuidade, uma significação, às vezes com pontos máximos e mínimos, num todo harmonioso, gerando diferença entre estar feliz e ser feliz.

Os iluministas sonharam que o domínio da natureza, a perfectibilidade humana e o governo racional, mudariam a Terra e os seus habitantes.

Um ideal esse, sem dúvida, extraordinário, mas impossível por enquanto, considerando-se o estágio de evolução da criatura terrena, que oscila entre o ser primitivo e o gentleman, o bárbaro e o civilizado, o agressivo e o educado...

Desta forma, nem a abominação contra o sofrimento em favor do gozo, nem a eleição daquele em detrimento deste.

Os estóicos, a partir de Zenão de Cício, Cleanto, Crisipo e os seus continuadores, estabeleceram que a felicidade se encontrava na observância dos rígidos princípios morais e de superação do sofrimento, mediante o desprezo pelos gozos materiais, de forma que a harmonia interior se exteriorizasse em júbilo real, dando resistência para os enfrentamentos que desgastam, as enfermidades que debilitam, as dores que enfraquecem o indivíduo.

A busca, pois, da superação do sofrimento tem sido objetivo de preocupação constante na Filosofia, na Psicologia, na Sociologia desde os dias já longínquos do esoterismo oriental, na Índia, na China, no Egito, na Grécia, até as buscas atuais nas Obras de auto-ajuda, nos recursos da meditação transcendental, nos exercícios de concentração, nos métodos chineses e japoneses de reflexão e equilíbrio interno para fugir-se do estresse, da ansiedade, da depressão...

Sucede, no entanto, que a felicidade, por mais seja anelada, é sempre relativa enquanto se transita na Terra.

Estando o ser humano sujeito aos impositivos orgânicos, sociais e governamentais, mergulhado profundamente no conjunto do grupo familiar, há todo um conjunto de fenômenos e de ameaças ao que denomina como felicidade, que lhe escapa ao controle pessoal.

Somente uma visão espiritualista e, por ideal, espiritista, oferece os meios hábeis para o encontro da felicidade, através da vivência dos postulados cristãos em clima de alegria e de libertação de preconceitos amargos e perversos, de ralizações dignificadoras e de solidariedade, trabalhando o íntimo e os relacionamentos externos, de forma que se torne a existência laboriosa e rica de paz, ensejando contentamento e esperança de plenificação enquanto no mundo mesmo.

Mediante essa compreensão da lei de causa e efeito moral, assume-se a responsabilidade do dever de ser hoje melhor do que ontem, aceitando-se sem revolta as ocorrências perturbadoras na saúde, no bem estar socioeconômico, familiar, trabalhando, porém, infatigavelmente, quanto lhe permitam as forças, a fim de mudar-se a paisagem por onde se deambula. Se negativa, como efeito das ações pretéritas infelizes, utilizando-se de todo esforço para reparar danos e (re)construir situações favoráveis. Se positiva, ampliando a área de labores que geram bênçãos para todos, por consequência, mantendo as próprias conquistas e tornando-as mais relevantes. Contudo, os desafios serão sempre oportunidades para novas realizações, ensejos de crescimento e de edificação que nunca cessarão.

A felicidade, portanto, consistirá sempre no bem-estar que se pode conseguir subjetivamente em decorrência da vitória sobre si mesmo e objetivamente criando situações de harmonia, de progresso, de conforto, de saúde e de alegria de viver.

Por fim, consequindo-se experienciar com frequência o lapidar conceito inscrito no pórtico do Templo de Apolo, em Delfos, Gnôthi seauton, que Sócrates conduziu a Atenas introduzindo-o em sua proposta filosófica. O Conhece-te a ti mesmo é ainda a chave que pode elucidar o enigma da felicidade, conforme o Espírito Santo Agostinho bem explicou em adendo à resposta que os Espíritos deram à pergunta formulada por Allan Kardec, de número 919, em O Livro dos Espíritos.

Pelo Espírito Carlos Torres Pastorino, no livro "Imper manência e Imortalidade" psicografado por Divaldo Franco.

21/08/2010

EXPLICAÇÃO DOS ESPÍRITOS SUPERIORES SOBRE O SONO E SONHOS

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Pelos sonhos sabei que, quando o corpo repousa, o Espírito dispõe de mais faculdades que no estado de vigília. Tem a lembrança do passado e às vezes a previsão do futuro; adquire mais poder e pode entrar em comunicação com os outros espíritos, seja deste mundo, seja do outro. Frequentemente dizes: "Tive um sonho bizarro, um sonho horrível, mas que não tem nenhuma verossimilhança". Enganas-te. É quase sempre uma lembrança de lugares e de coisas que viste ou que verás numa outra existência ou em outra ocasião. O corpo estando adormecido, o Espírito trata de quebrar as suas cadeias para investigar no passado ou no futuro .
Pobres homens, que conheceis tão pouco dos mais ordinários fenômenos da vida ! Acreditais ser muito sábios, e as coisas mais vulgares vos embaraçam. A esta pergunta de todas as crianças: "O que é que fazemos quando dormimos; o que são os sonhos ?" ficais sem resposta.
 

- O sono liberta parcialmente a alma do corpo. Quando o homem dorme, momentaneamente se encontra no estado em que estará de maneira permanente após a morte. Os Espíritos que logo se desprendem da matéria, ao morrerem, tiveram sonhos inteligentes. Esses Espíritos, quando dormem, procuram a sociedade dos que lhe são superiores: viajam, conversam e se instruem com eles; trabalham mesmo em obras que encontram concluídas, ao morrer. Destes fatos deveis aprender, uma vez mais, a não ter medo da morte, pois morreis todos os dias, segunto a expressão de um santo.
O sonho é a lembrança do que o vosso Espírito viu durante o sono; mas observai que nem sempre sonhais, porque nem sempre vos lembrais daquilo que vistes ou de tudo o que vistes. Isso porque não tendes a vossa alma em todo o seu desenvolvimento; frequentemente não vos resta mais do que a lembrança da pertubação que acompanha a vossa partida e a vossa volta, a que se junta a lembrança do que fizeste ou do que vos preocupa no estado de vigília. Sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos, a que estão sujeitos tanto os mais sábios quanto os mais simples ? Os maus Espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e pusilânimes.

- De resto, vereis dentro em pouco desenvolver-se uma outra espécie de sonhos; uma espécie tão antiga como a que conheceis, mas que ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns indivíduos indianos: esse sonho é a lembrança da alma inteiramente liberta do corpo, a recordação dessa segunda vida de que há pouco eu vos falava.

- Procurai distinguir bem essas suas espécies de sonhos, entre aqueles de que vos lembrardes; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos para a vossa fé.
Comentário de Allan Kardec: - Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se torna mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí uma espécie de clarividência indefinida, que se estende aos lugares os mais distantes ou que jamais se viu, e algumas vezes mesmo a outros mundos. Daí também a lembrança que retraça na memória os acontecimentos verificados na existência presente ou nad existências anteriores. A extravagância das imagens referentes ao que se passa ou se passou em mundos desconhecidos entremeadas de coisas do mundo atual, formam esses conjuntos bizarros e confusos que parecem não ter senso nem nexo.

- A incoerência dos sonhos ainda se explica pelas lacunas decorrentes da lembrança incompleta do que nos apareceu no sonho. Tal como um relato ao qual se tivessem truncado frases ou partes de frases ao acaso: os fragmentos restantes, sendo reunidos, perderiam toda significação racional.
Pergunta 402 de "O Livro dos Espíritos", Livro II, Capítulo VIII - "Emancipação da Alma". Obra de Allan Kardec, publicada em 18 de abril de 1857. Trecho transcrito da tradução de J. Herculano Pires, Editora LAKE.  Fotos da internet

20/08/2010

O QUE É MEDIUNIDADE?

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É uma faculdade natural de toda criatura viva. Podemos dizer que é um canal psíquico que todos possuem e que liga o Espírito encarnado ao mundo invisível. É, portanto, através da mediunidade que os encarnados recebem a influência dos desencarnados, funcionando como uma ponte entre os dois planos.
Embora seja faculdade comum a todos as criaturas, em alguns indivíduos ela se encontra mais exacerbada, sendo capaz de produzir fenômenos ostensivos como a profetização, a psicografia e os efeitos físicos.
Sendo uma faculdade orgânica, não depende da qualidade moral de quem a possui. Isso faz com que haja uma grande diversidade no uso que se faz dela, existindo tanto aqueles que a utilizam para o bem, como para fins ilícitos, inclusive os comerciais.
"Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes" - (I Corintios 12.1).
"Todas as nossas faculdades são favores que devemos agradecer a Deus, pois há criaturas que não as possuem. Podias perguntar porque Deus concede boa visão a malfeitores, destreza aos larápios, eloquência aos que só a utilizam para o mal. Acontece o mesmo com a mediunidade. Criaturas indignas a possuem porque dela necessitam mais do que as outras, para se melhorarem" - (Livro dos Médiuns - Questão 226).

Afloramento (Eclosão) da Mediunidade

A maior dúvida relativa àqueles indivíduos que estão conhecendo a mediunidade é identificar os sintomas que caracterizam a mediunidade iniciante. Divaldo Franco, no livro "Estudos Espíritas" (Espírito Joana de Angelis – FEB) nos esclarece que:

"A mediunidade, sendo uma faculdade natural, eclode ou surge na época apropriada, definida no planejamento reencarnatório do individuo (espírito encarnado)."

"Natural, aparece espontaneamente, mediante constrição segura, na qual os desencarnados de tal ou qual estagio evolutivo convocam à necessária observância de sua leis, conduzindo o instrumento mediúnico a preciso labor por cujos serviços adquire vasto patrimônio de equilíbrio e iluminação, resgatando, simultaneamente, os compromissos negativos a que se encontra enleado desde vidas anteriores."

"Outras vezes surge como impositivo provacional mediante o qual é possível mais ampla liberação do próprio médium, que, em dilatado o exercício da nobilitação a que se dedica, granjeia consideração e títulos de benemerência que lhe conferem paz."

"Sem duvida, poderoso instrumento pode converter-se em lamentável fator de perturbação, tendo em vista o nível espiritual e moral daquele que se encontra investido de tal recurso."

A eclosão mediúnica pode, então, ocorrer de duas formas:

  • Espontânea: não causa maiores desconfortos, quer físico quer emocionais, ao médium iniciante;

  • Provacional: o médium apresenta descompassos emocionais, que atingem a sua organização física. Podem ocorrer perturbações espirituais. Esta é a forma mais comum do surgimento da mediunidade no estado evolutivo em que nos encontramos no Planeta Terra.

Martins Peralva, no livro "Mediunidade e Evolução" (FEB – cap. 3 – Eclosão Mediúnica) nos chama a atenção de que a mediunidade independe de condições externas: "O surgimento da faculdade mediúnica não depende de lugar, idade, condição social ou sexo. Pode surgir na infância, adolescência ou juventude, na idade madura ou na velhice. Pode revelar-se no Centro Espírita, em casa, em templos de quaisquer denominações religiosas, no materialista."

No livro "Estude e Viva" (FEB), Emmanuel e André Luiz nos lembram que não é a mediunidade que nos causa desconfortos, mas o nosso desconhecimento em lidar com a mesma:

"Quando do aparecimento da mediunidade, surgem distúrbios vários, sejam na área orgânica, através de desequilíbrios e doenças, ou mediante inquietações emocionais e psiquiátricas, por debilidade da sua {do médium} constituição fisiopsicológica. Não é a mediunidade que gera o distúrbio no organismo, mas a ação fluídica dos espíritos que favorecem a distonia ou não, de acordo com a qualidade de que esta se reveste. (...), seja por ignorância a respeito do assunto, o que é mais comum, seja por desinteresse ou desatenção dos familiares ou dos amigos. Em outras ocasiões, os médiuns iniciantes, por se revelarem (...) fascinados pelo entusiasmo excessivo, diante do impacto das revelações espirituais que os visitam de jato, solicitam o atendimento e o apoio dos irmãos experimentados, para que não se percam, através de engodos brilhantes.

fonte: http://www.cealdf.org.br – foto: google

18/08/2010

SER ESPÍRITA

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Ser espírita não é ser nenhum religioso; é ser cristão.
Não é ostentar uma crença; é vivenciar a fé sincera.
Não é ter uma religião especial;é deter uma grave responsabilidade
Não é superar o próximo; é superar a si mesmo.
Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno.
Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação; é compreendê-la como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição.
Não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber; é comunicar-se com os bons Espíritos para se melhorar e
ajudar os outros a se melhorarem também.
 
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Ser espírita não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens, em lições vivas para a própria mudança.
Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer.
Ser espírita não é internar-se no Centro Espírita,fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como espírita, como cristão.
O espírita consciente é espírita no templo, em casa, na rua, no trânsito, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença.
Ser espírita não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos
são iguais perante Deus.
Não é mostrar-se que é bom; é provar a si próprio que se esforça para ser bom, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente.
Anormal é não ser bom.

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Ser espírita não é curar ninguém; é contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura.
Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e nos seus próprios poderes que estão na sua vontade sincera e perseverante.
Ser espírita não é consolar-se em receber; é confortar-se em dar, porque pelas leis
naturais da vida, "é mais bem aventurado dar do que receber".
Não é esperar que Deus desça até onde nós estamos; é subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre.
Isto é ser espírita.
Com as bênçãos de Jesus, nosso Mestre.

Do Livro "Aprendendo a lidar com as crises" –
Wanderley Pereira.

“Amigos do Brasil, por gentileza leiam o post anterior (abaixo).”   Paz e luz.

17/08/2010

IMPORTANTE: MENSAGEM SOBRE O FILME NOSSO LAR

nosso lar - 3

URGENTE MENSAGEM

Em reunião extra  realizada em SP, na quinta feira dia 12, o filme NOSSO LAR foi apresentado em pré-estreia, para a diretoria da FEB, comovendo a todos pela beleza e elevada concepção com que o livro foi adaptado para chegar às telas.

Vários esclarecimentos foram prestados pelo Presidente da FEB, Nestor Mazotti e por outras pessoas.

Foi enfatizado o seguinte:

IMPORTANTE

Para a FOX, que produziu o filme, o que interessa é a bilheteria. Se esta for um sucesso o filme será levado para o exterior. E  para que isto se concretize o MAIS IMPORTANTE É A PRIMEIRA SEMANA, a segunda será a continuidade

da primeira, mas para fins de estatística o que prepondera é a PRIMEIRA.

Portanto foi recomendado que os espíritas divulguem isto:

VAMOS LOGO NA PRIMEIRA SEMANA EM MAIOR NÚMERO POSSÍVEL.

Outro ponto importantíssimo são as sessões extras, que é o seguinte:

Um grande grupo de pessoas combina com a direção de um dos cinemas uma sessão extra, por exemplo, domingo pela manhã. Se isto acontecer chama a atenção e repercute muitíssimo.

Às vezes a gente pensa em não ir à primeira semana devido às filas, mas devemos fazer um esforço.

Vamos aos cinemas, enfrentemos as filas, afinal Chico Xavier atendeu às filas por mais de 50 anos, de pé enquanto suportou, depois sentado, e assim foi, como sabemos.

Estamos incumbidos de preparar o reino do céu, na Terra - diz Joanna, este é um dos motivos pelos quais é importante comparecer e divulgar para o maior número possível de amigos.

Abraço fraterno, Suely Caldas Schubert

14/08/2010

A MAIOR PRODUçãO CINEMATOGRÁFICA DO BRASIL – NOSSO LAR o filme

Finalmente estreará nos cinemas –dia 3 de setembro- o filme sobre um dos livros mais vendidos desde a sua publicacao.(Confira índices dos livros mais vendidos, na revista Veja de 18 de agosto de 2010).

Nosso Lar é o um dos livros - o mais vendido até hoje - psicografados pelo médium brasileiro Chico Xavier, que compõem uma coleção intitulada A Vida no Mundo Espiritual, atribuída ao espírito André Luiz. (Segundo relatos mediúnicos, André Luiz teria sido, em sua última encarnação, datada do início do século XX, um médico sanitarista brasileiro que morou no Rio de Janeiro (algumas pessoas dizem que ele teria sido Carlos Chagas.)

Clássico da literatura espírita brasileira, Nosso lar é um romance que versa sobre os primeiros anos do médico André Luiz após sua morte, numa "colônia espiritual", espécie de cidade onde se reúnem espíritos para aprender e trabalhar entre uma encarnação e outra. O romance levanta questões acerca do sentido do trabalho justo e dignificante e da Lei de Causa e Efeito a que todos os espíritos, segundo o espiritismo, estariam submetidos.

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NOSSO LAR

De Francisco Candido Xavier

Estréia 3 de setembro

A maior produção cinematográfica do Brasil

Uma verdadeira superprodução com cenários virtuais magníficos que elevarão os filmes brasileiros ao topo junto com outros filmes de Hollywood. Estréia 3 de setembro sexta-feira. O filme vem para ajudar o cinema brasileiro, bem como o Espiritismo, que esta para o avanço moral-social da humanidade.

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O filme é uma obra real e não de ficção. Basta de violência nas telas. É uma história de superação de valores espirituais. Nosso Lar pode ser o inicio de uma nova era no cinema brasileiro, vamos conferir.

O filme revela a escalada de um espírito, o próprio André Luiz, desde as regiões umbralinas em que foi lançado, logo após o desencarne, até o socorro e a gradativa recuperação em magnífica e muito bem organizada cidade espiritual, denominada "Nosso Lar". A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões. Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser."

livro

É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira. Em "Nosso Lar", mais tarde, trabalhando humildemente como enfermeiro auxiliar nas Câmeras de Retificação, o antigo e orgulhoso médico terreno aprende sobre si e os outros de forma totalmente inovadora, sepultando aos poucos, verdadeiramente, o "homem velho" que ainda trazia em si e abrindo caminho, assim, para o futuro médico de almas em que se transformaria.
Ciente das próprias deficiências, André Luiz observa, estuda, pergunta, luta, e supera-se, no sincero propósito de renovação íntima.

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Como desfecho surpreendente, consegue, afinal, licença de seus superiores para voltar à casa terrena, no intuito de rever os filhos e a esposa muito amada. Ao chegar, percebe profundas mudanças no antigo lar. A pior delas: a esposa havia contraído novas núpcias. Desespera-se fundamente. Não quer acreditar no que vê e ouve. Grita seu amor e sua saudade, porém ninguém o escuta. Está morto. Para o mundo e para a querida companheira de outrora. Mas o novo marido de Zélia está muito doente. A desencarnação está próxima. É então que André Luiz, mesmo em profundo desencanto, dá testemunho renovação a que se propôs enquanto em "Nosso Lar"...

NAO PERCA!!