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19/03/2010

ENTREVISTA SOBRE OS ELEMENTAIS

DIVALDO FRANCO

Divaldo Pereira Franco

– Existem os chamados espíritos elementais ou espíritos da Natureza?

Divaldo P. Franco – Sim, existem os espíritos que contribuem em favor do desenvolvimento dos recursos da Natureza. Em todas as épocas eles foram conhecidos, identificando-se através de nomenclatura variada, fazendo parte mitológica dos povos e tornando-se, alguns deles, “deuses”, que se faziam temer ou amar.

– Qual é o estágio evolutivo desses espíritos?

Divaldo P. Franco – Alguns são de elevada categoria e comandam os menos evoluídos, que se lhes submetem docilmente, elaborando em favor do progresso pessoal e geral, na condição de auxiliares daqueles que presidem aos fenômenos da Natureza.

– Então eles são submetidos hierarquicamente a outra ordem mais elevada de espíritos?

Divaldo P. Franco – De acordo com o papel que desempenham, de maior ou menor inteligência, tornam-se responsáveis por inúmeros fenômenos ou contribuem para que os mesmos aconteçam. Os que se fixam nas ocorrências inferiores, mais materiais, são, portanto, pela própria atividade que desempenham, mais atrasados submetidos aos de grande elevação, que os comandam e orientam.

– Este espíritos apresentam-se com formas definidas, como por exemplo fadas, duendes, gnomos, silfos, elfos, sátiros, etc? 

Divaldo P. Franco – Alguns deles, senão a grande maioria dos menos evoluídos, que ainda não tiveram reencarnações na Terra, apresentam-se, não raro, com formas especiais, pequena dimensão, o que deu origem aos diversos nomes na sociedades mitológicas do passado. Acreditamos pessoalmente, por experiências mediúnicas, que alguns vivem o Período Intermediário entre as formas primitivas e hominais, preparando-se para futuras reencarnações humanas.

– Quer dizer que já passaram ou passam, como nós, espíritos humanos, por ciclos evolutivos, reencarnações? 

Divaldo P. Franco – A reencarnação é lei da Vida através de cujo processo o psiquismo adquire sabedoria e “desvela o seu Deus interno”. Na questão nº. 538, de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec interroga “Formam categoria especial no mundo espírita os espíritos que presidem aos fenômenos da Natureza? Serão seres à parte ou espíritos que foram encarnados como nós?” E os Benfeitores da Humanidade responderam: “Que foram ou que o serão”.

– Algum dia serão ou já foram homens terrestres?

Divaldo P. Franco – Os mais elevados já viveram na Terra, onde desenvolveram grandes aptidões. Os outros, menos evoluídos reencarnar-se-ão na Terra ou outros mundos, após se desincumbirem de deveres que os credenciem ao crescimento moral e intelectual, avançado sempre, porque a perfeição é meta que a todos os seres está destinada.

– Os elementais são autóctones ou vieram de outro planeta?

Divaldo P. Franco – Pessoalmente acreditamos que um número imenso teve sua origem na Terra e outros vieram de diferentes mundos, a fim de contribuírem com o progresso do nosso Planeta.

– Que tarefas executam?

Divaldo P. Franco – Inumeráveis. Protegem os vegetais, os animais, os homens. Contribuem para acontecimentos diversos: tempestades, chuvas, maremotos, terremotos... interferindo nos fenômenos “normais” da Natureza sob o comando dos Engenheiros Espirituais que operam em nome de Deus, que “não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos”, como responderam os Venerandos Guias a Kardec, na questão 536 - b de “O Livro dos Espíritos”.

– Todos eles sabem manipular conscientemente os fluidos da Natureza? 

Divaldo P. Franco – Nem todos. Somente os condutores sabem o que fazem e para o que fazem, quando atuam nos elementos da Natureza. Os mais atrasados “oferecem utilidade ao conjunto” não suspeitando sequer que são “Instrumentos de Deus”. 

– Nós não os vemos normalmente. Isto significa que não se revestem de matéria densa? 

Divaldo P. Franco – O conceito de matéria, na atualidade, é muito amplo. A sua “invisibilidade” aos olhos humanos, a algum indivíduo, demonstra que sejam constituídos de maneira equivalente aos demais espíritos da Criação. Encontram-se em determinada fase de desenvolvimento, que são perceptíveis somente aos médiuns, as pessoas de percepção especial, qual ocorre também com os Espíritos Nobres, que não são detectados por qualquer pessoa destituída de faculdade mediúnica.

– Qual é o habitat natural desses Espíritos?

Divaldo P. Franco – A erraticidade, o mundo dos espíritos, pertencendo a uma classe própria e, portanto, vivendo em regiões compatíveis ao seu grau de evolução. “Misturam-se” aos homens e vivem, na grande maioria, na própria Natureza, que lhes serve de espaço especial.

– Uma das grandes preocupações da humanidade, atualmente, é a preservação do equilíbrio ecológico. Qual a atitude ou providência que tomam quando a Natureza é desrespeitada pelos homens? 

Divaldo P. Franco – Quando na infância do desenvolvimento, susceptíveis às reações mais primitivas, tornam-se agressivos e revoltados. À medida que evoluem, fazem-se benignos e se apiedam dos adversários da vida em qualquer forma pela qual esta se expressa. Assim, inspiram a proteção à Natureza, o desenvolvimento de recursos que a preservem, a sua utilização nobre em favor da vida em geral, em suma, “fazem pela Natureza o que gostariam que cada qual fizesse por si mesmo”.         

Paz e luz! Feliz fim de semana!

8 comentários:

  1. Márcia, gostei de conhecer o teu blog,a espiritualidade é algo que me encanta apesar de eu conhecer tão pouco.

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  2. Convite
    O livro "Continuando assim...", foi maltratado...

    Resolvi por isso, e porque tanta gente não encontra o livro onde deveria estar (nas livrarias), recontar a história
    Lá no …. Continuando assim…

    Vamos em metade da história, o livro reescrito, não está igual (nem poderia!) ao que foi editado.
    Obrigada a todos os que vão seguindo ( pois só assim vale a pena).
    Um obrigada especial a quem ainda não conhece e chega de novo

    Mais uma reflexão em relação a todo este assunto, e um conselho, se é que me é permitido:

    --- quando vos pedirem dinheiro para editar as vossas palavras, simplesmente digam que não ---
    BJ
    Teresa

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  3. oi.
    muito bom texto, esta entrevista com Divaldo, foi muito esclarecedora, já tinha ouvido algo sobre os elementais, mas não assim tão esplicado, é muito bom aprender um pouco mais sobre outras partes da espiritualidade...

    beijo de luz

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  4. Bom dia.
    Muito obrigada por essa conexão. Amo a religião espírita, e vou mergulhar nesses ensinamentos.

    Um grande abraço.

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  5. Oláaaaaaaaaaa
    Aqui estou a agradecer o carinho da sua visita.
    Sempre será bem vinda.....Ótimo Sábado!

    Beijos & Flores!

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  6. Gostei muito desse post,Adoro Divaldo,sempre que posso assisto suas palestras.Na última conferência que fui vê-lo,tive a oportunidade de presenciar a sua mudança de fisionomia e voz ao receber o Emmanuel.Emocionante.
    Se quiser,tenho um blog que estou inciando,onde relato fatos que aconteceram comigo.Sua visita será uma honra.
    bjsss
    http://falandocomosmortos.blogspot.com/

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  7. Entrevista bastante esclarecedora, obrigada por compartilhar.
    beijinho

    lá no Longevidade, tem uma brincadeira pelo dia do blogueiro que foi ontem...

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  8. Amei poder encontrar o esclarecimento do Divaldo sobre os espíritos Elementais. Muito Obrigada. Este blog é Maravilhoso! Fikem com Deus. Maria Ivanez de Aguiar Duarte. E-mail: maryvanez@yahoo.com.br

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Amigos, irmaos,
é com maior carinho e amor que recebo seu comentário, sua contribuicao; entretanto - NAO serao publicados comentários de anônimos, pois este espaco aqui é para interargir, trocar, acrescentar; peco - nao perca tempo, caso vc nao queira se identificar.
Desejo de coracao a você que visita este espaco tenha muita paz, luz e consciência evolutiva. Obrigada pela sua visita e seu comentário!